Seleção Pública de Projetos Esportivos Educacionais

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Os benefícios do esporte para a criança

Desde a mais tenra idade, é visível o envolvimento da criança com a atividade corporal, com brincadeiras de pega-pega, com bola, na praia brincando com as ondas, e na areia
Por Daniela Schramm Szenészi  daniela.psiesporte@gmail.com  
Imagem: Internet
É comum que se ouça falar do esporte como uma atividade importante no desenvolvimento infantil. As escolas incorporam a atividade física através de jogos, gincanas, olimpíadas e aulas de educação física. Desde a mais tenra idade, é visível o envolvimento da criança com a atividade corporal, com brincadeiras de pega-pega, com bola, na praia brincando com as ondas, e na areia.

Qual é então o verdadeiro papel do esporte e da atividade física no desenvolvimento do ser humano? Segundo Farinatti (1995), a inclusão da criança na prática físico-desportiva proporciona oportunidades de contato social colaborando com seu amadurecimento psíquico.

Através da prática de atividades em grupos, a criança aprende a conviver socialmente, respeitar regras, reconhecer e aceitar as limitações do seu corpo e dos seus colegas. Aprende a conquistar resultados e superar a frustração de não obter a vitória.

Tani et al (1988) afirmam que o movimento humano faz parte do domínio psicomotor, pelo grande envolvimento dos aspectos cognitivos, e o comportamento humano de forma geral faz parte também o domínio afetivo-social. A prática de exercícios colabora, então, para o desenvolvimento físico da criança, formando jovens com maiores habilidades motoras, não somente em relação à força muscular e resistência cardio-respiratória, mas também no equilíbrio e movimentos finos. Como conseqüência, estas crianças tendem a conviver mais facilmente em sociedade e ter maior agilidade de raciocínio.

Diversas pesquisas já foram realizadas comprovando a evolução escolar da criança que pratica esportes. Ao participar de uma atividade física, a criança libera energia acumulada evitando a obesidade, aumenta a oxigenação no sangue e consequentemente no cérebro colaborando para o melhor raciocínio, desenvolve os músculos e a flexibilidade aumentando suas habilidades corporais, aumenta a sua auto-estima e proporciona situações de enfrentamento colaborando também para o desenvolvimento da autonomia infantil.

Fica evidente que a infância é o período mais adequando para o inicio de atitudes saudáveis, pois a criança está aberta para a aprendizagem de novos conceitos. Assim é fundamental que as pessoas que cercam essa criança (pais, professores, pediatras) tenham hábitos saudáveis de alimentação e atividade física, pois são os modelos no processo de formação (PINTO e LIMA, 2001). Assim de nada adianta colocar a criança para iniciar um esporte, se o exemplo em casa é o oposto. A criança segue modelos, em especial aqueles que vêm de casa, portanto dê um bom exemplo para seu filho, praticando atividades físicas e tendo hábitos saudáveis de vida, com moderação e bom senso!

Um abraço e até a próxima!

Este artigo contou com a colaboração do auxiliar técnico de triathlo infantil André Barbosa Lops.
 
Colunista:  
Daniela Schramm Szenészi, que assina esta coluna, é psicóloga formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, com Mestrado também pela UFSC com a dissertação "Hipnose em triatletas: percepção das características da visualização da prova Ironman e seus aspectos psicofisiológicos". Daniela está escrevendo uma monografia para a especialização em Fisiologia do Esporte na UFSC sobre estresse em triatletas. Também tem experiência no atendimento em consultório de atletas profissionais e amadores, como a bicampeã mundial de bodyboard, Soraia Rocha, e o hexacampeão mundial da mesma modalidade, Guilherme Tâmega. Atua também como consultora de equipes (Mormaii, Floripairon) e clubes, além de ministrar palestras sobre Psicologia do Esporte, com trabalhos publicados nesta área em diversos Congressos e Publicações especializadas.daniela.psiesporte@gmail.com










Fonte: Ativo.com

Esporte é aliado no desenvolvimento

Relação das crianças com os exercícios físicos tem que ser mais saudável  Larissa Rodrigues  Edon José da Si
Imagem: Internet
Relação das crianças com os exercícios físicos tem que ser mais saudável  Larissa Rodrigues  Edon José da Silva, 10 anos, pratica caratê há sete meses. Ele afirma que gosta do esporte, e que decidiu fazê-lo por orientação dos pais, que acham importante realizar alguma atividade física. Entretanto, ele conta que não há cobranças para que ele sempre ganhe as lutas, e que recebe apoio dos familiares para desenvolver suas habilidades. A história do menino com o caratê é algo que deveria acontecer com todas as crianças que praticam esportes, para que os exercícios sejam saudáveis e se reflitam na maneira como elas olham para o esporte.

"Se eu não vencer, não vou ficar triste e parar de treinar. Vou continuar, sempre procurando melhorar", destaca Edon José. De acordo com o pediatra especialista em medicina desportiva, Ricardo do Rego Barros, os limites dos pequenos devem ser respeitados, para que o esporte não prejudique o desenvolvimento natural.Ele afirma que são vários os fatores que influenciam a performance esportiva dos jovens atletas. "A genética, a flexibilidade, o tempo de reação e a coordenação de cada um, são alguns dos fatores internos. Já no âmbito externo, podemos destacar as oportunidades, os equipamentos e o meio ambiente, como agentes influenciadores do desempenho da prática", explica.

Segundo ele, o ideal é que as crianças abaixo dos 13 anos de idade não sejam submetidas a competitividades esportivas exageradas, pois isso força a fisiologia do corpo e as habilidades que ainda não foram desenvolvidas. "Até essa faixa etária elas ainda não estão prontas fisicamente para realizarem esforços exacerbados, e isso pode prejudicar o seu crescimento e desencadear outros fatores negativos, como lesões ortopédicas, desidratação e problemas nutricionais", afirma o especialista.Além dos problemas físicos, os pais devem ficar atentos aos transtornos psicológicos causados por exagero nas práticas esportivas, segundo o pediatra Ricardo do Rego. "As crianças que realizam esportes que exigem baixo peso, como balé, jóquei e ginástica olímpica, se não forem bem orientadas quanto à alimentação, tendem a fazerem dietas erradas, ficando sem comer ou comendo da forma incompleta, o que acaba, em muitos casos, causando uma desnutrição", frisa. Ele alerta os pais para a avaliação médica regular, necessária para todos os atletas. "No caso das crianças, o ideal é que sejam avaliadas de seis em seis meses por um pediatra, para que ele analise sua altura e peso", diz.





Fonte: Portal Educação Física 

Birra: a hora de dizer não para a criança

Não é fácil lidar com os escândalos das crianças, mas os especialistas garantem: pais que sabem dizer não e sustentam essa posição têm mais chances de ajudar os filhos
Tudo começa com um chorinho quando o bebê não consegue satisfazer seus desejos – subir na mesa, pegar o controle remoto, não devolver o brinquedo do irmãzinho. Mas o primeiro mandamento para lidar com a birra infantil é não se desesperar.

Gritar e perder o controle só reforça esse tipo de comportamento da criança, que entende a sua reação como parecida com a dela. Quando o pequeno percebe que conseguiu tirá-la do controle e chamou a sua atenção, desconfia que você acabará cedendo, especialmente se estiverem em público. E, aí, salve-se quem puder.

Segundo a psicanalista infantil e familiar Anne Lise Scappaticci, de São Paulo, desde muito cedo as crianças aprendem a arte da manipulação. “Da mesma maneira que sabem que agradam quando são boazinhas, percebem que podem usar a birra para conseguir o que desejam”, diz.

A teima faz parte do comportamento infantil, como uma tentativa de a criança demonstrar certa independência e expressar suas vontades. E aparece por volta de 1 ano e meio de idade.

Quando a criança tenta conseguir o que quer através de showzinhos, a dica é dar um pouco de atenção, sem estender a bronca por horas. Você pode dizer que esse “não” é o jeito de conseguir o que ela quer e por causa disso não vai ter mesmo. E não fique assistindo ao espetáculo, a menos que a criança esteja se debatendo e corra o risco de se machucar.

“Nesses casos, aconselho a abraçá-la e ir conversando até ela se acalmar”, afirma Anne Lise. Se o incidente ocorreu numa festa de aniversário, por exemplo, assim que cessar, volte para casa. Depois de um escândalo como esse, a criança não pode ser recompensada com diversão.

Segundo Vera Iaconelli, psicanalista e coordenadora do Gerar – Instituto de Psicologia Perinantal, se o ataque for muito intenso e você estiver no shopping ou no parque, vale levá-la até o carro para se acalmar e, se for o caso, nem retornar. O problema é acabar com o programa dos irmãos ou da família toda. O ideal é tirá-la do local e mostrar que a birra não levará a nada, que você não mudará de ideia.

“Quando os pais aprendem a lidar com o filho, as birras diminuem. Depois de uma ou duas vezes, ele aprende que a teimosia não adianta e para de insistir. Se isso não acontece, é porque a criança descobriu que fazer cena funciona e ela sempre ganha a parada”, diz Vera.

A maneira de lidar com esses conflitos é decisiva. “Os pais precisam ser firmes, mesmo que o filho chore e fique com raiva deles. Se cedem a cada vez que ele fica desapontado, acabam criando uma pessoa que não suporta a frustração, tem dificuldades de relacionamento e fica malvista pelos amigos, que muitas vezes se afastam”, alerta Anne Lise.

O bebê está brincando, você precisa dar banho nele para sair, mas a criança não quer. Ele se rebela e chora. Nessas horas, o truque é mudar seu foco, chamando a atenção para objetos e pessoas de que ele gosta. Imagine se os pais ou os cuidadores sempre cederem a essa pequena rebeldia? Como conseguirão encontrar um momento para levá-lo à banheira? E quando ele ficar maior, serão os pais capazes de impor obediência?

A psicanalista Vera Iaconelli explica que a capacidade de aceitar regras vai se desenvolvendo ao longo do tempo e os pais não precisam fazer disso uma batalha, entrando em constante confronto com a criança.

“Alguns pais têm tanto pavor da birra que negam tudo, vetando qualquer chance de o filho se revoltar e descobrir por si só o que quer. O equilíbrio está em selecionar o não para coisas realmente importantes, como morder e bater nos outros ou nos objetos, colocar o dedo na tomada, atravessar a rua sem dar a mão.”

Se seu filho sempre se comporta como um birrento, atenção! “Apesar de ser frequente no universo infantil, o padrão indica um problema mais sério. É hora de procurar ajuda de um especialista. Do contrário, a birra fará a criança se fechar em uma ideia fixa, sem enxergar outras possibilidades”, alerta Anne Lise.

É difícil enfrentar um comportamento quando ele aparece pela primeira vez. E é muito comum a criança que nunca fez uma determinada birra um dia se atirar no chão e fazer manha, deixando os pais atônitos.

Uma das explicações para isso é a imitação. Ela pode ter visto o amiguinho fazer o mesmo, percebido que funcionou e tentar a sorte também. “O papel dos pais nessa hora é dizer não e tirar a criança do local. Ponto final. Não caia na tentação de passar meia hora falando, dando corda para uma atitude repreensível ou criticando a ação como se fosse a pior coisa do mundo”, diz Vera.

“Até os 5 ou 6 anos, a criança não consegue manter a concentração nas palavras por mais de 20 ou 30 segundos”, diz a psicóloga infantil e terapeuta familiar Suzy Camacho, autora do livro Guia Prático dos Pais (ed. Paulinas).

Por isso, é fundamental insistir nas regras. “Antes de sair de casa, converse com ela e deixe claro o que não será permitido. Dependendo da idade, ela pode esquecer, daí a necessidade de repetir a história muitas vezes, até que ela aprenda.

Antes de chegar ao supermercado, por exemplo, deixe claro o que será possível comprar entre as guloseimas de que ela gosta e quando poderá comer. Caso ela abra o iogurte ou o pacote de bolacha ainda na loja ou no carro, seja firme. Diga que não é hora nem lugar para comer aquilo e coloque o produto em local fora de alcance. “A estratégia é evitar o acesso fácil ao que é proibido e aguentar a birra, mesmo que se sinta constrangido por estar em local público”, afirma Anne Lise.

Muitas vezes, os pais acabam dizendo sim, sim, sim por pena de ver o filho sofrer. Quem nunca teve ímpetos de aceitar levar um brinquedo caríssimo só de olhar para a carinha de choro de seu filho, implorando no meio da loja, quando o combinado era não comprar nada?.

Segundo Suzy, no entanto, para criar pessoas equilibradas é preciso que os pais impeçam o filho de impor sempre sua vontade. “Quem não quer ter um ditador precisa dizer não. Crianças que nunca são contrariadas acabam se tornando adultos infelizes, irritadiços, agressivos, depressivos, já que o mundo não dá o mesmo sim incondicional dos pais”, afirma Suzy.

O limite, explica Vera, é uma forma de evitar a teima e deixar a criança mais segura. “A criança sem limite se sente culpada, sem chão, tem dificuldades para ficar longe dos pais. Quando eles são firmes, elas se sentem acolhidas e entendem que uma cena não os fará mudarem de ideia.”

“Se os pais forem coerentes com o que dizem e fazem, terão um filho disciplinado aos 7 anos e deverá seguir assim pelo menos até a adolescência, quando a rebeldia, uma nova forma de birra, ressurge em intensidade variada, dependendo de como a criança vem lidando com as frustrações”, conta Suzy.



Fonte: Abril

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Sociedade e o Meio Ambiente

Por: Sergio Verly
Até meados do século 19, a raça humana manteve relativa harmonia com o meio ambiente. Com o surgimento da era industrial e das grandes aglomerações urbanas, houve uma quebra nessa harmonia, o que provocou uma crescente queda do nível de vida do ambiente, com a morte de rios e o desaparecimento de áreas verdes. A essa devastação inconsequente dá-se o nome de poluição. 
Os rios são poluídos por descargas vindas dos esgotos urbanos não-tratados, dos complexos
Imagem: Internet
industriais, das minerações, etc. Evita-se esse tipo de poluição com o tratamento adequado dessas descargas. 
O desmatamento também causa a morte dos rios, secando seu leito. 

Os mares vão sendo aos poucos poluídos por esses rios, devido às descargas das indústrias, cidades litorâneas e por naufrágios de grandes petroleiros, que destroem toda a vida ao redor do local do acidente. 
O solo é prejudicado pelas queimadas e pelo desmatamento. O fogo destrói não apenas as plantas que são o alvo dos incêndios, mas também suas raízes e microorganismos que vivem na terra, tornando-a estéril, sem as proteínas necessárias às plantas. O desmatamento causa também a erosão do solo. 

Neste trabalho pretendo explicar qual é a relação entre as pessoas que formam a sociedade e sua atuação como defensoras ou não do meio ambiente.

Primeiro devo explicar o que é meio ambiente: “Meio ambiente corresponde não só ao meio físico e biológico, mas também ao meio sócio-cultural e sua relação com os modelos de desenvolvimento adotados pelo homem”. 
A preservação do meio ambiente, desde o início deste século, deixou de ser tratada como um assunto de um grupo pequeno de pessoas que alertavam para a necessidade de se preservar o maior bem da vida, fonte de energia dos habitantes deste planeta. 
Tratar o meio ambiente como fonte de energia necessária à manutenção de todas as formas de vida é reconhecer que todos nós e, principalmente, os seres humanos detentores do poder de sua exploração dependem desta fonte de energia para a sobrevivência. 

Devemos ter consciência que a natureza nos ensina, e que tudo o que necessitamos está disponível, restando apenas a nós a sabedoria de encontrar as formas equilibradas para prover as nossas necessidades sem provocar o esgotamento da fonte, pois são suficientes para a solução das necessidades não só da espécie humana, mas também de todos os seres vivos. Isso requer uma mudança radical na forma de enxergar os elementos naturais. 
Como somos tripulantes de uma mesma nave temos que conviver com os mais diversos posicionamentos de como utilizar as nossa fonte de energia, bem como a forma de encarar as dádivas que ela nos proporciona. 

Como já escrevi acima, há um consenso em pelo menos uma coisa: somos tripulantes de uma mesma nave e temos que encontrar alternativas para coexistirmos em equilíbrio, sendo que este equilíbrio diz respeito a forma de utilização dos recursos naturais disponíveis. 
Tratar o meio ambiente de forma mais racional é reconhecer que todos os habitantes do planeta dependem de energia para sua sobrevivência, de forma que sem esta fonte ou com esta fonte em desequilíbrio, significa uma nave sem condições de navegar e seus tripulantes sem condições de manter o equilíbrio necessário à sua sobrevivência. 
Portanto, a necessidade de um uso racional dos recursos naturais existentes é, atualmente, o maior desafio do século que se inicia. 

Assim, a humanidade está chegando a conclusão, quase matemática e comprovada cientificamente, que a forma de utilização das fontes de energia estão ultrapassadas ou não mais atendem as necessidades da população atual. Não estão erradas do ponto de vista que foram criadas para o mal ou para o bem, mas sim que o modelo de exploração conhecido está levando o planeta à exaustão, diante da escassez dos recursos disponíveis. 

O mundo hoje se questiona. Grupos criticam outros grupos apontando-os como responsáveis pelo desgaste atual. Isto é perigoso. Não se trata de encontrarmos culpados e responsabilizarmos pelo caos que se avista. 
Não é momento de desagregação, mas sim de agregação em torno de um objetivo comum e um desafio que teremos que vencer: saber conviver, de forma equilibrada, com o nosso meio ambiente. 
Partindo do princípio que a discussão hoje deixou de ser exclusiva de um grupo que se guiava pelo o romantismo ecológico, para ocupar as mesas de discussão mais importantes do planeta, como o Conselho de Segurança da ONU, chegamos no momento de encontrarmos um consenso sobre a questão.

Este momento requer uma organização de trabalho, cada esfera, grupo de profissionais, autoridades, enfim todos têm que encontrar alternativas para o novo modelo que virá. Por exemplo, dependendo da habilidade que cada grupo possui deverão ser desenvolvidas técnicas que contemplem processos equilibrados e a disponibilidade de recursos. 
Diante da realidade que cada agrupamento de pessoas, e isto é normal a todo processo de discussão, defende o seu ponto de vista, cada posicionamento deverá ser observado e absorvido, caso seja viável. 
Nota-se uma ausência de liderança capaz de deflagrar este processo, disciplinar a discussão e determinar procedimentos para que todos que têm a contribuir possam apresentar alternativas, visando atingir um consenso. 
Realmente não se trata de um processo fácil ou rápido, mas é extremamente necessário e urgente. 
Resta acreditar que nós temos capacidade de encontrar as soluções necessárias, restando a cada um ter disposição e boa vontade, sem resistências, como acontece com alguns governantes. 
Todos sentem que alguma coisa tem que ser feita, mas não sabem o que. 

Diante do que foi exposto acima, podemos dizer que a atuação das pessoas em relação à natureza se dá de várias formas, provocando aspectos positivos e negativos. Para uma parcela de pessoas é a própria fonte da vida, para outros ele existe para suprir as necessidade humanas, para outros nem existe, para outros existe desde que não os incomode, e assim por diante. 
Mas nem tudo está perdido. Algumas sociedades que já reconheceram sua parcela de culpa na destruição do meio ambiente têm feito trabalhos de prevenção como reflorestamento, despoluição de baías e rios, recuperação de manguezais, coleta de lixo seletiva, filtros nas chaminés de suas indústrias, tratamento dos esgotos, entre outras ações positivas. 


Qualquer mudança no meio ambiente, quer seja desfavorável ou benéfica, total ou parcialmente resultante das atividades, produtos e serviços de uma organização, é chamada de impacto ambiental. E as indústrias são as que mais causam impactos ao meio ambiente. 

A atividade industrial está, inevitavelmente, associada a uma certa degradação do ambiente, uma vez que não existem processos de fabrico totalmente limpos. O perigo das emissões industriais varia com o tipo de indústria, matérias primas usadas, processos de fabrico, produtos fabricados ou substâncias produzidas, visto conterem componentes que afetam os ecossistemas. 

De um modo geral as principais origens da poluição industrial são: 

- As tecnologias utilizadas, muitas vezes envelhecidas e fortemente poluentes, com elevados consumos energéticos e de água, sem tratamento adequado dos efluentes com rara valorização de resíduos; 

- A inexistência de sistemas de tratamento adequado dos líquidos; 

- A inexistência de circuitos de eliminação adequados dos resíduos, em particular dos perigosos; 

- Localização das unidades na proximidade de áreas urbanas, causando poluição do ar, incomodos e aumentando os riscos; 

- Localização das unidades em solos agrícolas, causando a sua contaminação e prejudicando as culturas; 

- Localização das unidades em zonas ecologicamente sensíveis, perturbando e prejudicando a fauna e a flora; 

- Realização das descargas de resíduos em águas subterrâneas ou superficiais, com risco de contaminação das águas de consumo; 

- Depósitos indevidos de resíduos, cuja infiltração é fonte de poluição do solo e do meio hídrico. 

No ano em que o mundo admitiu que o homem é o principal responsável pelas mudanças climáticas e discute soluções para frear o aquecimento global, o Brasil insiste em empurrar para baixo do tapete a realização de um debate amplo e aberto sobre a problemática que envolve os resíduos tecnológicos, chamados resíduos hi-tech. Entre eles estão pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, telefones celulares e equipamentos eletroeletrônicos (computadores, televisões, rádios e impressoras etc.). São toneladas de equipamentos que se tornam obsoletos em pouco tempo e cujo descarte adequado é desconhecido por grande parte da população brasileira. A maioria destes produtos possui em sua composição metais pesados, como chumbo, cádmio e mercúrio, entre outros. Se manuseados de maneira inadequada ou dispostos de forma irregular no solo oferecem riscos à saúde pública e ao meio ambiente, com perigo de contaminação do ar, do solo e das águas. 

Milhares de brasileiros não fazem a menor idéia de que o descarte inadequado de equipamentos eletroeletrônicos e de baterias de celular pode causar graves danos à saúde e ao meio ambiente. Por outro lado, eles têm acesso cada vez mais facilitado a esses tipos de produtos. 
Li numa revista que o celular de uma pessoa quebrou. Ela foi a uma loja de uma operadora "x", localizada em um shopping próximo para comprar um novo equipamento. Preocupado com a questão ambiental, perguntou à funcionária da operadora de telefonia onde deveria depositar a bateria do aparelho quebrado. Ela apontou para uma lixeira comum do corredor e disse que ele poderia jogar ali mesmo. Isso é um descaso, uma irresponsabilidade social. 

Situações como esta são comuns em países que não regulamentam a questão dos resíduos sólidos de maneira correta. Isto pode ser caracterizado como crime ambiental. 
Além deste exemplo citado acima podemos enumerar centenas de problemas causados pelo descaso das indústrias: poluição dos rios próximos às fábricas, mortandade dos peixes e da vida aquática de maneira geral, excesso de fumaça venenosa no espaço causando além do efeito estufa, também a destruição da camada de ozônio, poluição sonora, lançamento de gases venenosos em grande quantidade e não fiscalizada pelo governo, chuva ácida, etc. 
Eu poderia lançar a seguinte pergunta: 

O que pode ser caracterizado, resumidamente, como Crime Ambiental? 
- causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população; 

- causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade e 

- lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos. (Lei de Crimes Ambientais, Lei Federal n° 9.605 de 12/02/9. 

O que nós podemos fazer para colaborar com a preservação do meio ambiente? 

É claro que a nossa participação é bem menor nesse processo de poluição da natureza, mas algumas coisas podemos fazer para amenizar tudo isso. Vou dar um exemplo bem prático: Onde jogar o óleo de fritura em casa? Mesmo que não façamos muitas frituras, quando o fazemos, jogamos o óleo na pia ou por outro ralo, certo? Este é um dos maiores erros que podemos cometer! Sendo assim, o melhor que tem a fazer é colocar os óleos utilizados numa daquelas garrafas de plástico (por exemplo, as garrafas “PET” de refrigerantes), fechá-las e colocá-las no lixo orgânico. 
Todo lixo orgânico que colocamos nos sacos vai para um local onde são abertos. Assim, as nossas garrafinhas são abertas e vazadas no local adequado, em vez de irem juntamente com os esgotos para uma ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, e ser necessário dispender milhares de reais a mais para o seu tratamento, pois, segundo a CEDAE, um litro de óleo contamina cerca de 1 milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos. 

Existem saídas e formas para que a humanidade mude a sua relação com a natureza? 

É claro que existem. E tudo precisa começar dentro de nossa própria casa. O dialogo entre as pessoas dentro de casa pode ser uma boa maneira para reflexão sobre a educação dos filhos. Como fazer para que as novas gerações desenvolvam um olhar consciente sobre o mundo? A forma mais fácil das crianças adquirirem conceitos como o respeito pelo outro, a preservação meio ambiente e todos as outras características necessárias para a formação de cidadãos de bem é a educação. Sempre ouço meus professores dizerem que não há mudança que não passe pela educação. 

Todo mundo sabe que não se deve desperdiçar água ou deixar a luz acesa, no entanto, se esses conceitos forem ensinados desde a infância, transformam-se em hábitos e não mais em uma obrigação.
As mães, pais, irmãos mais velhos, professores, adultos de hoje podem contribuir para que as crianças se tornem cidadãos conscientes no futuro: 

1. Explicar às crianças que a água não começa na torneira e nem termina no ralo, mas que vem da nascente de um rio e acaba em um esgoto. Mostrar qual a importância da preservação da água. Mostrar que é na água que vivem os peixes e outros animais ajuda as crianças a se aproximarem mais dessa causa; 

2. Aproveitar os finais de semana para, ao invés de levar as crianças somente ao shopping, fazer passeios ao ar livre, como em parques e sítios para que elas tenham contato com a natureza; subir e descer das árvores, brincar na grama e com animais ou outras atividades semelhantes são divertidas e facilitam ao adulto explicar a importância da natureza; 

3. Ensinar que o lixo deve ser jogado no lixo e não nas ruas, além de incentivá-las a separar o material que pode ser reciclado e estimular às crianças a montar brinquedos de sucata. Jamais jogue lixo no chão na frente do seu filho. Pontas de cigarro jogadas fora do cinzeiro também são um péssimo exemplo; 

4. Falar na hora das refeições para que coloquem no prato o essencial, evitando o desperdício de comida, alertando sempre que no mundo existem muitas pessoas que não tem com o que se alimentar. Brincadeiras com a comida, explicando de onde vem as frutas, verduras e legumes por exemplo, geram maior identidade do alimento que está no prato com o meio ambiente; 

5. Pedir que sempre apaguem a luz, evitando o gasto excedente de energia elétrica; esta tarefa é das mais difíceis, mas vale a pena gastar um pouco de tempo para garantir que não haja desperdício. 

São pequenos hábitos que podem ajudar na manutenção da vida no planeta. 

Conclusão: 

Será que será preciso a mãe natureza, nos ensinar por meio de sua revolta, que todos nós precisamos ceder em prol de uma existência equilibrada? 
Será que será preciso inúmeras catástrofes, já anunciadas pelos cientistas, para que todos entendam que nós precisamos encontrar um caminho e alternativas, bem como novas formas de sobrevivência, diante do esgotamento da atual forma de vida? 
Uma coisa é certa: a natureza é a fonte de energia de todos nós e se ela se desequilibra, conseqüentemente, todos nós nos desequilibramos. Este desequilíbrio é físico, mental, emocional e espiritual. O homem, como animal que é, também necessita da natureza para viver e não pode se furtar de uma discussão acerca de seu comportamento perante ela. 
Algumas pessoas já chegaram ao cúmulo de pensar em viagens espaciais para encontrar um novo planeta para morar. Poderá ser uma alternativa, mas se em outro planeta instalarem o mesmo modelo de exploração, também haverá o esgotamento dos seus recursos. 
Outros nem se preocupam, sob o argumento que não viverão o suficiente para assistir o desequilíbrio total. Este tipo é o mais egoísta de todos, ou seja, eu vou viver bem os que vêm depois de mim, que dêem um jeito. 

Observação: 
- No dia 5 de junho se comemora o “Dia Mundial do Meio Ambiente”, que foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas - ONU, de 1972, para marcar a abertura da 1a Conferência Mundial de Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia. 
- O dia 14 de agosto é o “Dia do Combate à Poluição”. 

Fontes de pesquisa: 

Almanaque Abril (on-line) 
http://www.brasilescola.com.br (biologia) 
http://www.jornaldomeioambiente.com.br



Fonte: Meu Artigo - Brasil Escola

Dia Mundial do Meio Ambiente 2013: conheça a origem e os objetivos

Comemorado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembleia Geral da ONU em 1972 para marcar a abertura da conferência de Estocolmo. No mesmo dia, foi criado o Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês). O dia é considerado uma das principais ações das Nações Unidas para chamar a atenção para como afetamos a natureza.


Fonte: Internet
Em 2013, a ONU chama a atenção para o desperdício de comida. Segundo a organização, são desperdiçados 1,3 bilhão de toneladas de alimentos anualmente - o equivalente a um terço de toda a produção mundial. Somente nos chamados países desenvolvidos, são 222 milhões de toneladas desperdiçadas - quase o mesmo produzido em toda a África Subsaariana, 230 milhões. De acordo com o Unep, em todo o planeta, uma em cada sete pessoas vai para a cama com fome e, a cada ano, 20 mil crianças com menos de 5 anos morrem por desnutrição.

Segundo a ONU, devemos notar que, quando desperdiçamos alimentos, perdemos também todos os recursos utilizados na sua produção. Para se fazer um litro de leite, por exemplo, utilizamos mil litros de água. Para um quilo de hambúrguer, se vão 16 mil litros. Além disso, a produção de comida tem um grande impacto ambiental: ela ocupa 25% das terras do planeta e é responsável por 70% do consumo de água doce, 80% do desflorestamento e 30% das emissões dos gases de efeito estufa.


Imagem: Projeto Esporte e Educação: Essa é a Nossa Praia
Por causa disso, a organização sugere que as pessoas escolham comidas com menor impacto ambiental, como alimentos orgânicos - que não usam substâncias químicas em sua produção. Além disso, é importante procurar produtos locais, que não causam grandes emissões em seu transporte. 
Nos países em desenvolvimento, a ONU afirma que a perda ocorre principalmente na produção e transporte. Investimentos para dar suporte aos produtores e melhorar a infraestrutura são necessários, afirma. Nas nações mais ricas, o problema está no comportamento do consumidor, que joga fora muita comida.



Fonte: Terra

A importância do Treino

Hoje trago-te uma história que demonstra o quão importante é treinar para que possas superar os teus próprios limites.
Numa floresta longínqua existia um pardal que passava os seus dias sentado numa árvore a observar o voo de uma águia.
A águia era forte e esplendorosa e o seu voo era perfeito e muito elegante. O pardal sonhava um dia vir a ser como a águia, mas achava que nunca iria ser capaz. Então, passava os seus dias sentado numa árvore a observar a águia.
Um dia o pardal decidiu ver a águia de mais perto e seguiu-a durante o seu voou. O pardal esforçava-se para voar mais rápido, mas mesmo assim não conseguia acompanhar o voou da águia e rapidamente esta desaparecia do seu campo de visão. Após algumas horas de esforço e já muito cansado, o pardal estava prestes a desistir quando a águia aparece muito rapidamente à sua frente e foi inevitável o choque entre os dois.
O pardal caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, a águia estava a observá-lo. O pardal ficou com muito medo, mas mesmo assim colocou-se em posição de combate.
- Porque é que me andas a vigiar? – perguntou a águia.
- Quero ser como tu, mas não consigo. O meu voo é baixo e pouco preciso, as minhas asas são pequenas e não consigo voar à tua velocidade. Não consigo vencer os meus próprios limites. – respondeu o pequeno pardal.
- E como te sentes por não conseguir superar os teus limites? – perguntou a águia.
- Sinto-me muito triste. Tenho uma grande vontade de realizar este sonho. Todos os dias te observo a voar, mas as minhas limitações são tantas que nunca conseguirei ser como tu. – suspirou o pardal a olhar para o chão.
- E não voas? Não treinas? Ficas o dia todo a observar-me? – perguntou a águia.
- Sim. Apenas te observo. Eu gostava de voar como tu, mas é um passo grande demais para um pequeno pardal como eu. Não conseguiria suportar a força do vento, nem tenho a mesma experiência do que tu. – respondeu o pequeno pardal.
- Tu sabes que a nossa natureza é diferente, mas isso não quer dizer que não consigas voar como eu. Se fores firme com os teus objectivos e deixares que o sonho e a coragem que vive dentro de ti dê forma aos teus instinto, abrirás o caminho para que a águia que vive dentro se possa tornar real. Só tens de acreditar em ti. – respondeu a águia.
- Mas como posso eu fazer isso? – perguntou o pardal.
- Terás de treinar todos os dias. O treino vai-te dar o conhecimento, a experiência, o fortalecimento do corpo e a compreensão da técnica para que possas realizar o teu sonho. Se não levas à acção a tua vontade, o teu sonho será apenas um sonho. – respondeu a águia.
Se ficares a vida toda a observar e não passares à acção, nada na tua vida vai mudar ou acontecer.
Só o treino te vai levar a conseguires adquirir a experiência necessária para ultrapassar e vencer os teus próprios limites. Não te sintas vencido antes mesmo de tentares.
Confia em ti mesmo e transforma os teus sonhos em objectivos.
Nunca deixes de voar, por mais difícil que te possa parecer o voo.




Fonte: Motivo.me

SLACK LINE: O DESENVOLVIMENTO DO EQUILÍBRIO

O Slackline é um esporte de equilíbrio sobre uma fita de nylon, estreita e flexível,
praticado geralmente a uma altura de 30cm do chão. Sua origem vem da escalada,
Imagem: Internet
popularizou-se como treino de equilíbrio, e agora, graças a Gibbon, vem sendo desenvolvido e difundido em todo o mundo.

O Esporte iniciou-se em meados dos anos 80 nos campos de escalada do Vale de Yosemite, EUA.
Os escaladores passavam semanas acampando em busca de novas vias de escalada e
nos tempos vagos esticavam as suas fitas de escalada, através de equipamentos,
para se equilibrar e caminhar. O Slackline, também conhecido como corda bamba,
significa “linha folgada” e pode ser comparado ao cabo de aço usado por artistas circenses,
porem sua flexibilidade permite criar saltos e manobras inusitadas.

O Slackline possui muitos benefícios físicos e também mentais.
Destacamos o equilibrio, concentração, consciência corporal,
velocidade de reação e coordenação como os maiores benefícios do Slackline.




Fonte:  A. S. E Surf School