Seleção Pública de Projetos Esportivos Educacionais

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA PARA AS CRIANÇAS

ATIVIDADE FÍSICA PARA AS CRIANÇAS

Por incrível que possa parecer, nem todas as crianças apreciam as aulas de educação física na escola. Todo grupo tem os últimos a serem escolhidos na queimada, os últimos da corrida, e os primeiros a serem pegos no pega-pega! Essas crianças, com certa razão, acabam fugindo das atividades físicas em geral.
Os maiores perigos dessa fuga, conhecido por todos nós, são o sedentarismo e conseqüentemente, na maioria dos casos aobesidade infantil. Cabe aos pais, procurar uma modalidade esportiva que agrade seus filhos, mesmo que seja uma diferente por ano. 
Existem muitos esportes, coletivos e individuais que podem ser praticados por crianças em clubes, academias e até mesmo em centros esportivos municipais e filantrópicos, basta conseguir conciliar os horários da atividade com os da escola e de quem acompanhará a criança.
atividade física na infância, além de queima de calorias, ajuda no desenvolvimento do equilíbrio físico e mental dos pequenos, e não pode ser deixado de lado, podemos sim ir alterando o tipo de atividade, natação, patinação, ginástica, judô, capoeira, futebol, vale tudo... O que não vale é achar que as crianças queimarão toda sua energia no sofá de casa... até porque se elas tentarem fazer dele um pula-pula, muitos papais e mamães não irão gostar!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Como funciona o cérebro das crianças

O pensamento dos pequenos

Relaxe: não é o responsável único pelo êxito e felicidade dos seus filhos. A família nuclear é uma invenção recente: durante grande parte da evolução, as crianças eram criadas pela comunidade.
Quais são as primeiras coisas que aprendemos? Não é qualquer coisa, nem ao acaso. Os bebés aprendem a detetar a regularidade ou raridade de determinado acontecimento, sabem relações de causa-efeito, percebem que os objetos continuam a existir mesmo que não se vejam, e organizam informação em categorias (por exemplo, se estiver habituado a ver só mulheres, olhará mais tempo para um rosto masculino). Sabem distinguir vozes e rostos. Sabem o que é um animal e o que é uma peça de mobília. E são estas as principais ferramentas com que vão crescer.
É importante falar ‘à bebé’ com um bebé: ninguém chega ao pé de um berço e atira em voz ressonante, “Então diga lá, Tiago Afonso, como é que lhe está a correr o dia?” Chilrear no tom mais agudo que consegue, a arrastar a fala, a marcar as vogais, e a falar... bem, à bebé, não é uma mania inútil. Muito antes de um bebé conseguir perceber uma palavra, consegue perceber um tom. Pode não entender o significado da palavra ‘amorzinho’, mas se o disser com a entoação certa, ele vai perceber… Além disso, os bebés são mais sensíveis aos sons agudos. E falamos mais devagar para que eles aprendam as palavras…
Nem todos os bebés aprendem tudo da mesma maneira. Por exemplo, nem todos passam pela fase do gatinhar (alguns porque a roupa não ajuda...) e aprendem a andar mais rapidamente se forem estimulados. Mas tal não é necessário: se o seu bebé começar a andar tarde, não se preocupe: os que andam cedo não ficam com mais aptidões motoras que os outros...
Os bebés imitam-nos, mas inteligentemente. Por exemplo, se um bebé de 14 meses vir uma pessoa bater com cabeça num candeeiro e este se acender, vai bater com a cabeça no candeeiro para ele acender. Mas se a pessoa bater com a cabeça no candeeiro com as mãos amarradas, a criança vai usar as mãos para acender o candeeiro, porque parte do princípio que a pessoa não as usou porque não podia...
Há diferenças entre um cérebro masculino e um feminino? Há, mas insignificantes. A maior diferença é precisamente a preferência por brinquedos ‘de género’, que têm quase de certeza uma base inata, embora também sejam influenciadas pela cultura. Curiosamente, as meninas vão-se flexibilizando. Aos cinco anos, quase metade escolhe um brinquedo típico de rapaz, se puderem escolher. Os rapazes, por outro lado, continuam a recusar brinquedos típicos de rapariga, provavelmente porque o castigo de agir como uma menina é pesado.
Farta de brincar ao ‘Cucu!’? Saiba que é uma aptidão importantíssima: assim, uma criança aprende a prever acontecimentos futuros, divertidos quando é uma mãe, potencialmente perigosos quando era um leão...
A adolescência é um tempo de risco porque o impulso de procurar sensações ganha força sem que a autorregulação tenha amadurecido. O amadurecimento tardio do córtex frontal leva a alterações na área do autodomínio, do planeamento, da resistência às tentações. Por isso, na adolescência o equilíbrio entre impulso e moderação é... complicado.
 E a culpa não é das hormonas: embora estas aumentem na adolescência, poucas provas há de que influenciem o comportamento de forma significativa. Uma dupla explosiva: quando às hormonas se junta uma fraca relação entre pais e filhos...
 Brincar é importante não só porque é divertido, mas porque é um treino. “Estamos programados para gostar de atividades que sejam úteis à nossa sobrevivência. Se estes comportamentos essenciais não fossem divertidos, poderíamos esquecer-nos de os ter, e depois a nossa vida não seria tão boa. A brincadeira tem um propósito de adaptação e dá vantagem em termos de sobrevivência.” E preste atenção à forma como o seu filho brinca: a brincadeira também é um ensaio de relações sociais, e uma criança que brinca mal e se dá mal com as outras poderá vir a ter disfunções em adulta. 
82% das crianças com 12 anos têm vida online. “O cérebro da criança está programado para procurar e prestar atenção a novas informações porque a sobrevivência dos nossos antepassados dependia muito da deteção de mudanças no ambiente. Mas o que acontece quando essa informação é obtida com demasiada facilidade? Ainda não se sabe...”
Ver televisão antes dos 2 anos não só não serve para nada como pode ser nocivo. Os bebés aprendem com as pessoas, não com as máquinas. Os bebés que passam mais tempo em frente de um ecrã sabem menos palavras. Portanto, não há nenhuma investigação que prove que ver televisão tenha algum efeito benéfico nos bebés. O cérebro das crianças é fortemente influenciado por interações com adultos interessados, e estas não podem ser substituídas por nada que apareça num ecrã. Depois dos 3 anos, já pode pô-lo a ver qualquer coisa, mas mesmo assim a relação com os outros continua o mais importante.
A internet pode reduzir a capacidade para a empatia.  Os adolescentes voltam-se para telemóveis e ecrãs, e perdem o contacto com as pessoas à sua volta. “As crianças que aprendem online o que são as interações sociais ficam privadas de uma variedade de dicas emocionais. “Ou seja, não sabem descodificar uma expressão ou dizer quando a outra pessoa não está a falar em sentido literal, por exemplo. 
A nossa personalidade é altamente genética: em caráter, as crianças parecem-se muito com os pais biológicos, mesmo as adotadas, e estas tendências tornam-se mais óbvias em adultos. Embora os pais não gostem de o admitir, as crianças são criadas diferentemente na mesma família, consoante o seu temperamento, e além disso o mesmo ambiente tem efeitos diferentes em pessoas diferentes. Mas o ambiente familiar influencia as crianças. Os pais frustrados tendem a reagir mal aos filhos, aumentando o comportamento agressivo da criança.
Maratonas de estudo não funcionam: o cérebro retém informação com mais facilidade se houver tempo para a processar entre sessões de treino. Duas sessões de estudo com tempo de intervalo podem resultar no dobro da aprendizagem do que uma longa sessão.
Temos poucas recordações da infância porque a memória infantil é muito instável e os bebés esquecem--se muito depressa. As informações são armazenadas, mas perdem-se no caminho para a idade adulta. Aos dois meses de idade, os bebés só recordam o dia que passou. Aos 21 meses, as crianças conseguem guardar memórias com 3 meses.
Se o seu filho pensa que a inteligência é uma característica fixa, portar-se-á de maneira menos inteligente. Se acreditar que com trabalho pode melhorar, terá êxito.
Estamos mais inteligentes: um rapaz médio em 1982 tinha 20 pontos a mais do que um homólogo da mesma idade na geração dos seus pais, em 1952. Mas desenvolver o QI leva muitos anos e não é uma razão para ter aulas extra de inglês ou música. Aprender música não vai tornar a criança extremamente inteligente, mas vai melhorar-lhe a disposição, a memória e a coordenação entre cérebro e mãos... e dar-lhe o prazer de saber tocar um instrumento.
O essencial para uma criança: pessoas que conversem com ela, exercício, e tempo ao ar livre. Banir a multimédia eletrónica não é realista, mas pode-se reduzir o impacto negativo, como dar tempo a outras atividades.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Brincadeiras que sujam: Por que sujar faz bem

Um pouco de sujeira faz bem a seus filhos: pontos positivos para o desenvolvimento da criança.

As famílias de hoje são muito mais preocupadas com a limpeza de seus filhos que as de antigamente. Uma das razões para isso é o conhecimento geral sobre bactérias e outros germes que podem afetar a saúde humana. No entanto, este artigo apresenta alguns argumentos que vão lhe mostrar que se sujar também pode ser bom para seus filhos.
Em 1989, David Stratchan sugeriu o que é agora coloquialmente conhecido como ‘hipótese da higiene’, que postula que, se sujando, a criança reduzirá a frequencia com a qual ela adoecerá na vida adulta. Existe uma quantidade substancial de evidências que mostram que a exposição a bactérias durante a vida infantil pode reduzir a ocorrência de doenças como alergias, asma, diabetes e doenças auto-imune.
Alergias são um ótimo exemplo de como bactérias podem ser boas: a exposição a bactérias ruins em doses pequenas pode funcionar de forma similar à vacinação, isto é, ajudando o corpo a desenvolver desefas contra os micro-organismos às quais ele será exposto no futuro. Isso age como uma melhoria do sistema imunológico, diminuindo a possibilidades de se desenvolver, posteriormente, problemas como alergia. Os danos causados pelos atos de brincar com coisas sujas, animais ou comer alimentos que estavam no chão normalmente são de curta duração, enquanto que os benefícios a longo prazo podem ser muito valiosos para seus filhos.
Em segundo lugar,  brincadeiras para crianças ao ar livre podem reduzir a probabilidade de doenças mentais e distúrbios emocionais em crianças. Com o mundo tecnológico onde vivemos, a quantidade de crianças que brincam ao ar livre reduziu drasticamente. A diminuição do tempo para brincar das crianças se relaciona com o aumento de diagnósticos de déficit de atenção, que acarreta o maior uso de remédios controlados. Além disso, a relação entre a diminuição das brincadeiras ao ar livre e o aumento da obesidade infantil, que é uma preocupação mundial, também aumentou consideravelmente nos últimos 50 anos. Portanto, é crucial para a saúde mental das crianças que elas se exercitem regularmente.
Queimar calorias ao ar livre, apreciando a natureza e se sujando pode ser crucial para a manutenção da saúde no desenvolvimento das crianças. A sujeira pode afetar o sistema imunológico de maneira posiiva e brincar ao ar livre tem efeitos positivos na saúde mental e emoional dos seus filhos. É importante, portanto, entender a função da sujeira  e como esta pode ajudar na saúde dos seus pequenos. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vamos lavar as mãos!

É muito importante a lavagem das mãos

Todos os anos, cerca de 3,5 milhões de crianças sofrem de doenças infecciosas, como diarreia e infecções respiratórias agudas, e um número significativo vai a óbito. Além disso, em pesquisa realizada pela Unilever, foi constatado que 65% dos indivíduos analisados dentro dessa faixa etária, em São Paulo, apresentavam em suas mãos coliformes fecais.
Assim, é perceptível a importância de se lavar as mãos de forma correta e com frequência; uma vez que tal hábito é bastante eficaz na prevenção de muitas doenças, como pneumonia, conjuntivite, meningite e diarreias. Não é por um acaso que esta era uma das principais medidas recomendadas para se proteger da gripe A (ou suína); e em 2008 tenha sido criado o Dia Mundial de Lavar as Mãos, comemorado no dia 18 de outubro.
Considerando esses fatos, é importante que, desde cedo, as crianças aprendam e agreguem ao seu cotidiano tal prática. A seguir, algumas informações e dicas:
- Quando lavar as mãos? Durante o banho, antes e depois das refeições, ao chegar em casa; após espirrar, ir ao banheiro, coçar ou assoar o nariz, pentear os cabelos e manusear dinheiro; e sempre que achar que suas mãos possam estar sujas.
- Com o que lavar as mãos? Água e quantidade de sabonete suficiente para se espalhar a espuma por toda a superfície das mãos.
- Alguma providência anterior à lavagem propriamente dita? Sim! Retirar anéis e pulseiras.
- Por quanto tempo? Segundo a Organização Mundial de Saúde, as mãos devem ser esfregadas por pelo menos vinte segundos.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O que colocar na lancheira dos meus filhos?

Preparar a lancheira



Muitos pais se perguntam, no momento de preparar a lancheira dos filhos, quais seriam os alimentos adequados, saudáveis e ao mesmo tempo apetitosos para a hora do lanche na escola. Confusos entre a preocupação de oferecer ao filho ou à filha uma alimentação nutricionalmente equilibrada e também diante dos gostos e preferências das crianças, os pais muitas vezes acabam por não saber o que fazer no momento de montar o cardápio. Na maioria das vezes, acabam deixando à cantina da escola a tarefa de fornecer um cardápio variado e, por vezes, custoso e de qualidade nutricional duvidosa. Ou então, acabam cometendo alguns deslizes por falta de orientação adequada. 

Com a correria do dia a dia, a necessidade de alimentos de preparo rápido tem crescido. Isso acaba por caracterizar uma alimentação cada vez mais industrializada, que começa com os pais e tende a ser seguida por todos da casa. A escola, nesse contexto, é apenas uma extensão. Por isso é necessário adotar alguns critérios ao organizar a lancheira. Uma opção interessante é levar, sempre, alimentos de casa que sejam saborosos e que não estraguem o padrão de qualidade da alimentação da criança. 
É fato que muitas cantinas escolares, exceto as que estão em um processo de readaptação nutricional, vendem produtos com alto teor de açúcar, corantes, gordura e sódio. Não que esses alimentos devam ser eliminados do cardápio. No entanto, o consumo em excesso pode levar a doenças como diabetes, hipertensão e obesidade. Dessa forma, uma lancheira composta por alimentos selecionados vai contribuir para o bom crescimento e desenvolvimento físico da criança em idade escolar. Além disso, o que a criança aprende durante a infância - e nesse caso os hábitos alimentares também estão inseridos - influenciará em seu comportamento no que diz respeito à saúde na vida adulta. 
Muitas regiões do país estão adotando leis restritivas para a venda de alimentos com alto teor de açúcar, gordura e sódio nas cantinas escolares. No entanto, a restrição pura sem orientação leva a problemas como o câmbio negro e a procura maior por estes alimentos na porta da escola... além disso, não há como evitar que a criança traga estes alimentos de casa. Daí a importância dos pais preferirem um alimento mais adequado no momento de preparar a lancheira. Outro motivo é garantir uma alimentação que contemple a quantidade suficiente de nutrientes para que seus filhos tenham um bom aprendizado nas aulas e possam, futuramente, evitar doenças como as citadas acima. Portanto, saiba como escolher os alimentos que farão parte do lanche escolar: 
SUBSTITUA: - refrigerantes por sucos de frutas naturais, os quais devem ser acondicionados em garrafas térmicas próprias para lancheiras; - bolacha recheada por biscoitos integrais ou biscoitos caseiros; - sanduíches à base de maionese por fatias de queijo ou ricota com cenoura e alface, por exemplo. 
PREFIRA: - frutas como maçã, mexerica, uva, morango, mamão, melão e abacaxi picados; - iogurtes naturais ou queijos petit suisse acrescidos de frutas picadas ou cereais; - pães ou bolos com farinhas integrais, frutas, pouco açúcar e gordura. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Uma Atividade Mágica para Cultivar o Hábito da Leitura

Ensinar e Aprender Brincando é Possível

É uma atividade que vai estimular, firmar, ou mesmo fazer com que a criança ou aluno de 4 a 12 anos, ou mais, tome gosto de vez pela leitura.

O primeiro passo é conversar com a criança e descobrir seu gosto literário. Gosto literário aqui significa, saber de que tipo de assunto, ou história, ela mais gosta.

Feito isso, desafie ela à leitura. Isto é feito do seguinte modo: Primeiro leia você mesmo um livro, sobre o assunto do qual ela gosta. Deixe que ela veja você lendo. Se fizer isso discretamente, sem prévio aviso, será melhor ainda. Não tente chamar atenção para o fato de estar lendo, especialmente se você não tem o hábito de ler regularmente, pois ela pode perceber o artifício e estragar a tática.

Se o adulto é do tipo que gosta de ler e ela já sabe disso, então pode agir de forma natural. Ao ler o livro, procure demonstrar as emoções que sente a partir do que está lendo. Isto é, ria, faça comentários baixinho como se estivesse falando sózinho etc., Isso vai deixá-la bastante curiosa.

Ao perceber que vocês gostam da mesma coisa, ela vai receber uma enorme injeção de ânimo, e sua autoconfiança e autoestima ganharão pontos preciosos. Imagine só, um adulto que gosta do mesmo que eu - pensará ela - e sem ninguém pedir para que ele fizesse isso!

Agora o segredo: Quando terminar de ler, não lhe ofereça o livrinho. Ao invés disso, coloque-o em lugar visível, converse com ela sobre outros assuntos, e finalmente sobre histórias do tema que ela prefere; então comente sobre o que acabou de ler.

Como isso é feito por partes, a pressa pode estragar tudo. Assim, em outra ocasião, diga que comprou um livro para ela ver. Ressalte, enfatize, que se trata de uma obra especial.

Importante: Em momento algum a obrigue a ler. Dê-lhe o livrinho e pronto. Pode ser que num primeiro contato ela apenas vá folhear as páginas para explorar o terreno onde vai pisar.

Aqui vale uma interrupção para algumas observações importantes. Isso é o que vai determinar o sucesso ou o fracasso do seu plano. Veja bem, não é "o que pode determinar", é "o que vai determinar".

Toda criança, com raras exceções, gosta de livrinhos com:
  • Ilustrações bem feitas. Tem que ser desenhos ou ilustrações; elas acham fotografias deprimentes e sóbrias demais para seu mundo. Pode até ser uma fuga da realidade, mas é assim, e nesse momento não adianta entender o porque. Saiba apenas que fotos para elas são menos interessantes que ilustrações.
  • Os desenhos ou ilustrações devem refletir claramente o que está no texto que ela está lendo. Isso serve para que seja capaz de associar o texto com a ideia por trás da situação, e com isso ela irá tentar criar uma imagem virtual, a cenografia de todo processo. São importantes as ilustrações, uma vez que servirão de sugestão para que ela crie as associações necessárias à construção desse cenário. Sozinha ela ainda é incapaz de fazer isso, uma vez que seu cérebro está na fase da construção das associações de palavras com imagens, coisa natural devido a sua pouca experiência de vida.
  • Folhas com pouco texto.
  • Texto claro, de preferência com palavras que ela já conheça (isso não é obrigatório).
  • livro com poucas páginas; média de 15, para as crianças menores.

Assim, é chegado o momento de você agir. De posse do livro, após tê-lo folheado, use então o argumento mágico.
Peça para que ela Leia o Livrinho dela para você!
Ao fazer isso, demonstre que tem total confiança nela (isso se consegue com a entonação certa da voz, tom firme, normal, como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem titubear). Diga também que tem interesse no livro. Nesse ponto, toda insegurança comum na criança, ao oferecer ou compartilhar alguma coisa com os adultos, tende a desaparecer.
Durante a leitura, se quiser, você pode interromper para fazer algum comentário, ou questionamento, sempre com relação a história. Também, antes de começar, diga-lhe que se tiver alguma dúvida sobre o significado das palavras, que pergunte. Melhor ainda, use seu bom senso e faça comentários complementares sem que ela peça, ao menos sobre aqueles termos que você julgar mais apropriados, e até como uma forma de enriquecer o texto. É importante que você saiba de uma coisa: Ela só vai lhe fazer perguntas se confiar em você, ou se você tiver lhe dado autorização explicíta para fazer isso. Está feito então, ela está pronta e sem mais nenhuma inibição. 

Finalmente, seja paciente e nunca a corrija; diga apenas que não entendeu direito, algum parágrafo, etc. Nesse caso, você pode pedir que ela comente o que entendeu... 

Pode ser que durante a leitura ela baixe um pouco a voz o que é normal. Peça, sem mandar, com muito humor e gentileza, que ela fale um pouco mais alto. Isso, só vai significar para ela que você está de fato interessado na leitura, e sua motivação aumentará ainda mais. 

Ao perceber que ela está cansada, peça para fazer uma pausa. Os sintomas de cansaço são: mudança constante na posição do corpo, olhadas sutis para o lado, respiração inquieta, tentativa de deitar no chão, ou sofá, etc. 

Por fim, comente com ela a história que foi lida. É provável que ela não tenha entendido bem o conto, já que apenas crianças maiores conseguem ler para os outros e prestar atenção no que estão lendo ao mesmo tempo. 

Diga que a história foi muito boa, que você gostou, e lhe dê a sugestão de que ela deve ler sempre, quando estiver com vontade. 

Mesmo que ela não aceite na hora, o que é mais provável, como regra, deixe o livro em local visível e acessível, e incite-a outras vezes para que leia, sem forçar ou exigir. Faça isso em tom de comentário. 
É importante que você saiba que, ao pedir para ela ler, você lhe deu confiança; delegou a ela uma tarefa de gente grande, e gostou do que ela fez. Isso a faz se sentir importante. Melhor de tudo, essa é a impressão que ela terá de você a partir desse momento. 

Os efeitos benéficos disso para sua personalidade são definitivos. Assim, a semente do hábito da leitura foi plantada de forma simples, natural, sem as pressões da obrigação, em clima de harmonia, como tudo que é verdadeiro deve ser. 

Um último aviso: Peça que leia para você outras vezes. Dê-lhe mais livros, valorize e incentive a sugestão dela; acompanhe-a na hora de comprar ou escolher o livro. Use sua criatividade para usar essa mesma abordagem em sala de aula!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meninos e Meninas

Compreender a Natureza dos Opostos Qualifica o Educador


Até os três anos de idade as crianças não sabem o que diferencia um menino de uma menina e, a não ser pelos estereótipos, ou traços do temperamento que herdam sem depender de suas vontades, não compreendem porque são diferentes. Mesmo o sexo, gêneros distintos, os aspectos da fisiologia, para elas nada disso representa uma desigualdade. 

Sem dar muita importância ao fato, elas tratam aquele ente, mesmo quando se dão conta que possui um órgão sexual diferente do seu, como um igual, a despeito do sexo não semelhante. Na verdade, para elas, menino é aquele que tem cabelo curto, menina quem tem cabelo grande, o que na verdade já é um estereótipo social, só que ainda não sabem disso. E mesmo as peculiaridades típicas do temperamento de cada gênero, são desprezadas. 

Na realidade nós cuidamos para que desde o início, a aparência transforme os gêneros em diversidade. Para uma criança pequena isso não tem a menor importância, pois, as diferenças ocultas, até favorecem o pleno desenvolvimento conjunto. O fato de gêneros distintos e também os temperamentos próprios de cada fisiologia compartilharem o mesmo espaço, é um preparo para se compreenderem mutuamente, para que possam mais tarde conviver num mundo sem disputas, respeitando o espaço peculiar a cada um, sem os antagonismos motivados pela causa gênero. Mas, nós fazemos questão de impedir que esse processo natural se concretize.
E logo que nossos filhos nascem, cuidamos de nutrir em seus inconscientes, o que primeiramente são, mulher ou homem, o que acaba por exacerbar de forma exagerada os traços idiossincrásicos que trazem de berço. E como também já temos um padrão usado para condicionar cada gênero, isso complementa a primeira parte do processo que irá transformar menina e menino em seres completamente antagônicos, divergentes entre si, predestinados a viverem eternamente em conflito, divididos até como entes humanos. O culto às diferenças passa a ser largamente empregado a partir de então, quaisquer que sejam nossas ações. 

E então repetimos os estereótipos criados para dar origem às primeiras diferenças que deveriam existir entre elas. São as roupas, os brinquedos, os hábitos, etc. Na verdade, uma criança não precisa de nossa ajuda para aprender a diferenciar naturalmente os indivíduos do sexo oposto, porque isso deveria ocorrer de maneira natural, sem depender dos costumes que criam estas linhas divisórias. 

Trata-se de uma fase natural no desenvolvimento de cada um, e isso deveria ser incentivado. Cada etapa do seu amadurecimento foi cuidadosamente projetada pela natureza obedecendo a um critério lógico e bem definido, que contempla ao mesmo tempo, a evolução dos seus sentidos e da sua condição mental. No entanto, logo cedo, ao introduzirmos no mundo dessas crianças aqueles estereótipos que foram especialmente criados para separar um gênero do outro, quebramos esse ciclo natural. 

Por uma predisposição natural, meninas e meninos herdam dos genes do sexo, certas características que acabam por definir involuntariamente, espontaneamente, o processo de preferências de cada um. Isso naturalmente ocorre sem a menor necessidade de nossa intervenção. Cabelos compridos, roupas azuis ou cor de rosa, carrinhos ou bonecas, saias ou calças compridas, tudo isso nós criamos para lhes dizer, desnecessariamente, quem é quem. 

Ora, isso não tem a menor importância, uma vez que descobrirão, na hora certa, sem deformações, com o melhor dos entendimentos, sem tabus, sem as maledicentes barreiras que nós, por interesses duvidosos, atribuímos existir entre sexos opostos. 

Mas quem seria o maior beneficiário com a instituição das diferenças precoces? Ao adotarmos uma postura que cria e depois fortalece o antagonismo dos gêneros, estamos dando os primeiros passos rumo a ideia de que no mundo nunca haverá entendimento. Do mesmo modo que, com isso, também instigamos o culto às diferenças e preconceitos, e sem nos apercebermos estamos estendendo essa prática para todas as áreas do convívio humano. 
Observando com mais atenção, podemos constatar que, a partir do momento que as crianças são segmentadas por gênero, toda uma imensa máquina indutora de hábitos estará por trás a apoiar, alimentar e fortalecer essa condição. Ocorre que todo o projeto que segmenta os gêneros dando-lhes os estereótipos característicos, foi idealizado por eles, e inserido em nossas vidas como uma coisa natural e necessária, e o mais importante, fomos convencidos de que se trata de um processo natural, fundamental para o desenvolvimento sadio de cada indivíduo. 

E sem perceber, a partir de então, somos seus agentes multiplicadores. Estamos de um modo tal envolvidos com a questão que até nossas emoções foram cuidadosamente programadas, e naturalmente tratamos cada sexo, como entidades antagônicas de fato. E assim, mais uma vez, na mente coletiva, tornamo-nos replicadores, multiplicadores ativos dessa ideia. 

E existe mesmo um protocolo, um gabarito de procedimentos padrões, de como pais e mães devem tratar seus descendentes, evidentemente, com a devida distinção, caracterizando, enfatizando, ilustrando de forma didática, as diferenças que supostamente existem entre os gêneros. Trata-se de um modo operacional para lidar, no trato diário, com meninas e meninos. Assim, os conteúdos psicológicos, os interesses, os objetivos, tudo isso será segmentado, seguindo à risca a orientação imposta pelo peso de tais tradições e costumes. 

Como resultado, deformamos aqueles seus temperamentos naturais que foram criados pela natureza, e colocamos em seu lugar substitutos artificiais. Estes seguem os padrões estereotipados idealizados e criados pela mão do homem, cujo interesse é outro completamente diverso da proposta natural. 

É o esmagador poder das tradições que insistimos em perpetuar, ou porquê nos falta interesse para questioná-las, ou porquê é para nós mais conveniente simplesmente copiar aquilo que já existe pronto, o que decerto nos dará menos trabalho. 

Meninas e meninos, ao brincarem juntos, estarão naturalmente criando os mecanismos naturais de respeito mútuo, já que ao longo do tempo descobrirão um ao outro. Aprenderão sobre as particularidades de cada gênero, sobre o que agrada ou desagrada, de acordo com as predisposições naturais de cada um. Aprenderão mais sobre as suas peculiaridades emocionais, as formas como cada um reage às mesmas situações. Trata-se de um aprendizado tão rico que seria incapaz de caber em qualquer compêndio educacional teórico, criado por “especialistas”. 

Ao conviverem de forma natural, sem a imposição dos nossos vícios e preconceitos, aprenderão espontaneamente a se respeitarem, e tudo isso, de acordo com suas limitações, inclinações e disposições. Estarão vivendo num mundo novo, já que cada dia será de descobertas. Não aprenderão que meninos se vestem de azul e brincam com carrinhos, nem que meninas preferem rosa e brincam necessariamente com bonecas, nem que meninos são agressivos e as meninas meigas. Descobrirão se tudo isso é verdade, ou falso, naturalmente, sem intermediários. 

O convívio sem a instituição do gênero, faculta-os a compreenderem naturalmente o papel de cada um. Não tentarão se impor uns aos outros, nem haverá a necessidade do gênero dominante, pois isso apenas existe a partir do momento que instituímos o fraco e o forte, o inferior e o superior. 

Se fisiologicamente os gêneros são diferentes, isso também reflete de maneira decisiva na parte psicológica de cada um. Enquanto no homem o cérebro trabalha mais o lado esquerdo, na mulher, ele trabalha esquerdo e direito, simultaneamente. Isto na prática tem uma importância dramática. O cérebro masculino enfatiza o movimento das coisas, a compreensão dos espaços físicos, dimensionamentos e formas geométricas, e o lado racional de cada processo. Enquanto isso, a mulher desenvolve mais os sentimentos, as emoções, o dom da expressão e comunicação, a fala e a observação, o detalhismo, a harmonia e estética, a organização e zelo pelas coisas. 

Compreender isso é aprender a respeitar o espaço e limites de cada um, entender que os gêneros não existem para competir entre si, mas antes disso, para se complementarem. Não existe inferior ou superior, mas antes disso, diferentes predisposições e capacidades, atributos psicológicos não antagônicos e sim complementares, ao contrário do que queremos supor. São aspectos peculiares, próprios de cada gênero, coisa intencional por parte da natureza, para que sejam capazes de se ajudarem mutuamente, não de competirem entre si.