Seleção Pública de Projetos Esportivos Educacionais

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vamos lavar as mãos!

É muito importante a lavagem das mãos

Todos os anos, cerca de 3,5 milhões de crianças sofrem de doenças infecciosas, como diarreia e infecções respiratórias agudas, e um número significativo vai a óbito. Além disso, em pesquisa realizada pela Unilever, foi constatado que 65% dos indivíduos analisados dentro dessa faixa etária, em São Paulo, apresentavam em suas mãos coliformes fecais.
Assim, é perceptível a importância de se lavar as mãos de forma correta e com frequência; uma vez que tal hábito é bastante eficaz na prevenção de muitas doenças, como pneumonia, conjuntivite, meningite e diarreias. Não é por um acaso que esta era uma das principais medidas recomendadas para se proteger da gripe A (ou suína); e em 2008 tenha sido criado o Dia Mundial de Lavar as Mãos, comemorado no dia 18 de outubro.
Considerando esses fatos, é importante que, desde cedo, as crianças aprendam e agreguem ao seu cotidiano tal prática. A seguir, algumas informações e dicas:
- Quando lavar as mãos? Durante o banho, antes e depois das refeições, ao chegar em casa; após espirrar, ir ao banheiro, coçar ou assoar o nariz, pentear os cabelos e manusear dinheiro; e sempre que achar que suas mãos possam estar sujas.
- Com o que lavar as mãos? Água e quantidade de sabonete suficiente para se espalhar a espuma por toda a superfície das mãos.
- Alguma providência anterior à lavagem propriamente dita? Sim! Retirar anéis e pulseiras.
- Por quanto tempo? Segundo a Organização Mundial de Saúde, as mãos devem ser esfregadas por pelo menos vinte segundos.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O que colocar na lancheira dos meus filhos?

Preparar a lancheira



Muitos pais se perguntam, no momento de preparar a lancheira dos filhos, quais seriam os alimentos adequados, saudáveis e ao mesmo tempo apetitosos para a hora do lanche na escola. Confusos entre a preocupação de oferecer ao filho ou à filha uma alimentação nutricionalmente equilibrada e também diante dos gostos e preferências das crianças, os pais muitas vezes acabam por não saber o que fazer no momento de montar o cardápio. Na maioria das vezes, acabam deixando à cantina da escola a tarefa de fornecer um cardápio variado e, por vezes, custoso e de qualidade nutricional duvidosa. Ou então, acabam cometendo alguns deslizes por falta de orientação adequada. 

Com a correria do dia a dia, a necessidade de alimentos de preparo rápido tem crescido. Isso acaba por caracterizar uma alimentação cada vez mais industrializada, que começa com os pais e tende a ser seguida por todos da casa. A escola, nesse contexto, é apenas uma extensão. Por isso é necessário adotar alguns critérios ao organizar a lancheira. Uma opção interessante é levar, sempre, alimentos de casa que sejam saborosos e que não estraguem o padrão de qualidade da alimentação da criança. 
É fato que muitas cantinas escolares, exceto as que estão em um processo de readaptação nutricional, vendem produtos com alto teor de açúcar, corantes, gordura e sódio. Não que esses alimentos devam ser eliminados do cardápio. No entanto, o consumo em excesso pode levar a doenças como diabetes, hipertensão e obesidade. Dessa forma, uma lancheira composta por alimentos selecionados vai contribuir para o bom crescimento e desenvolvimento físico da criança em idade escolar. Além disso, o que a criança aprende durante a infância - e nesse caso os hábitos alimentares também estão inseridos - influenciará em seu comportamento no que diz respeito à saúde na vida adulta. 
Muitas regiões do país estão adotando leis restritivas para a venda de alimentos com alto teor de açúcar, gordura e sódio nas cantinas escolares. No entanto, a restrição pura sem orientação leva a problemas como o câmbio negro e a procura maior por estes alimentos na porta da escola... além disso, não há como evitar que a criança traga estes alimentos de casa. Daí a importância dos pais preferirem um alimento mais adequado no momento de preparar a lancheira. Outro motivo é garantir uma alimentação que contemple a quantidade suficiente de nutrientes para que seus filhos tenham um bom aprendizado nas aulas e possam, futuramente, evitar doenças como as citadas acima. Portanto, saiba como escolher os alimentos que farão parte do lanche escolar: 
SUBSTITUA: - refrigerantes por sucos de frutas naturais, os quais devem ser acondicionados em garrafas térmicas próprias para lancheiras; - bolacha recheada por biscoitos integrais ou biscoitos caseiros; - sanduíches à base de maionese por fatias de queijo ou ricota com cenoura e alface, por exemplo. 
PREFIRA: - frutas como maçã, mexerica, uva, morango, mamão, melão e abacaxi picados; - iogurtes naturais ou queijos petit suisse acrescidos de frutas picadas ou cereais; - pães ou bolos com farinhas integrais, frutas, pouco açúcar e gordura. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Uma Atividade Mágica para Cultivar o Hábito da Leitura

Ensinar e Aprender Brincando é Possível

É uma atividade que vai estimular, firmar, ou mesmo fazer com que a criança ou aluno de 4 a 12 anos, ou mais, tome gosto de vez pela leitura.

O primeiro passo é conversar com a criança e descobrir seu gosto literário. Gosto literário aqui significa, saber de que tipo de assunto, ou história, ela mais gosta.

Feito isso, desafie ela à leitura. Isto é feito do seguinte modo: Primeiro leia você mesmo um livro, sobre o assunto do qual ela gosta. Deixe que ela veja você lendo. Se fizer isso discretamente, sem prévio aviso, será melhor ainda. Não tente chamar atenção para o fato de estar lendo, especialmente se você não tem o hábito de ler regularmente, pois ela pode perceber o artifício e estragar a tática.

Se o adulto é do tipo que gosta de ler e ela já sabe disso, então pode agir de forma natural. Ao ler o livro, procure demonstrar as emoções que sente a partir do que está lendo. Isto é, ria, faça comentários baixinho como se estivesse falando sózinho etc., Isso vai deixá-la bastante curiosa.

Ao perceber que vocês gostam da mesma coisa, ela vai receber uma enorme injeção de ânimo, e sua autoconfiança e autoestima ganharão pontos preciosos. Imagine só, um adulto que gosta do mesmo que eu - pensará ela - e sem ninguém pedir para que ele fizesse isso!

Agora o segredo: Quando terminar de ler, não lhe ofereça o livrinho. Ao invés disso, coloque-o em lugar visível, converse com ela sobre outros assuntos, e finalmente sobre histórias do tema que ela prefere; então comente sobre o que acabou de ler.

Como isso é feito por partes, a pressa pode estragar tudo. Assim, em outra ocasião, diga que comprou um livro para ela ver. Ressalte, enfatize, que se trata de uma obra especial.

Importante: Em momento algum a obrigue a ler. Dê-lhe o livrinho e pronto. Pode ser que num primeiro contato ela apenas vá folhear as páginas para explorar o terreno onde vai pisar.

Aqui vale uma interrupção para algumas observações importantes. Isso é o que vai determinar o sucesso ou o fracasso do seu plano. Veja bem, não é "o que pode determinar", é "o que vai determinar".

Toda criança, com raras exceções, gosta de livrinhos com:
  • Ilustrações bem feitas. Tem que ser desenhos ou ilustrações; elas acham fotografias deprimentes e sóbrias demais para seu mundo. Pode até ser uma fuga da realidade, mas é assim, e nesse momento não adianta entender o porque. Saiba apenas que fotos para elas são menos interessantes que ilustrações.
  • Os desenhos ou ilustrações devem refletir claramente o que está no texto que ela está lendo. Isso serve para que seja capaz de associar o texto com a ideia por trás da situação, e com isso ela irá tentar criar uma imagem virtual, a cenografia de todo processo. São importantes as ilustrações, uma vez que servirão de sugestão para que ela crie as associações necessárias à construção desse cenário. Sozinha ela ainda é incapaz de fazer isso, uma vez que seu cérebro está na fase da construção das associações de palavras com imagens, coisa natural devido a sua pouca experiência de vida.
  • Folhas com pouco texto.
  • Texto claro, de preferência com palavras que ela já conheça (isso não é obrigatório).
  • livro com poucas páginas; média de 15, para as crianças menores.

Assim, é chegado o momento de você agir. De posse do livro, após tê-lo folheado, use então o argumento mágico.
Peça para que ela Leia o Livrinho dela para você!
Ao fazer isso, demonstre que tem total confiança nela (isso se consegue com a entonação certa da voz, tom firme, normal, como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem titubear). Diga também que tem interesse no livro. Nesse ponto, toda insegurança comum na criança, ao oferecer ou compartilhar alguma coisa com os adultos, tende a desaparecer.
Durante a leitura, se quiser, você pode interromper para fazer algum comentário, ou questionamento, sempre com relação a história. Também, antes de começar, diga-lhe que se tiver alguma dúvida sobre o significado das palavras, que pergunte. Melhor ainda, use seu bom senso e faça comentários complementares sem que ela peça, ao menos sobre aqueles termos que você julgar mais apropriados, e até como uma forma de enriquecer o texto. É importante que você saiba de uma coisa: Ela só vai lhe fazer perguntas se confiar em você, ou se você tiver lhe dado autorização explicíta para fazer isso. Está feito então, ela está pronta e sem mais nenhuma inibição. 

Finalmente, seja paciente e nunca a corrija; diga apenas que não entendeu direito, algum parágrafo, etc. Nesse caso, você pode pedir que ela comente o que entendeu... 

Pode ser que durante a leitura ela baixe um pouco a voz o que é normal. Peça, sem mandar, com muito humor e gentileza, que ela fale um pouco mais alto. Isso, só vai significar para ela que você está de fato interessado na leitura, e sua motivação aumentará ainda mais. 

Ao perceber que ela está cansada, peça para fazer uma pausa. Os sintomas de cansaço são: mudança constante na posição do corpo, olhadas sutis para o lado, respiração inquieta, tentativa de deitar no chão, ou sofá, etc. 

Por fim, comente com ela a história que foi lida. É provável que ela não tenha entendido bem o conto, já que apenas crianças maiores conseguem ler para os outros e prestar atenção no que estão lendo ao mesmo tempo. 

Diga que a história foi muito boa, que você gostou, e lhe dê a sugestão de que ela deve ler sempre, quando estiver com vontade. 

Mesmo que ela não aceite na hora, o que é mais provável, como regra, deixe o livro em local visível e acessível, e incite-a outras vezes para que leia, sem forçar ou exigir. Faça isso em tom de comentário. 
É importante que você saiba que, ao pedir para ela ler, você lhe deu confiança; delegou a ela uma tarefa de gente grande, e gostou do que ela fez. Isso a faz se sentir importante. Melhor de tudo, essa é a impressão que ela terá de você a partir desse momento. 

Os efeitos benéficos disso para sua personalidade são definitivos. Assim, a semente do hábito da leitura foi plantada de forma simples, natural, sem as pressões da obrigação, em clima de harmonia, como tudo que é verdadeiro deve ser. 

Um último aviso: Peça que leia para você outras vezes. Dê-lhe mais livros, valorize e incentive a sugestão dela; acompanhe-a na hora de comprar ou escolher o livro. Use sua criatividade para usar essa mesma abordagem em sala de aula!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meninos e Meninas

Compreender a Natureza dos Opostos Qualifica o Educador


Até os três anos de idade as crianças não sabem o que diferencia um menino de uma menina e, a não ser pelos estereótipos, ou traços do temperamento que herdam sem depender de suas vontades, não compreendem porque são diferentes. Mesmo o sexo, gêneros distintos, os aspectos da fisiologia, para elas nada disso representa uma desigualdade. 

Sem dar muita importância ao fato, elas tratam aquele ente, mesmo quando se dão conta que possui um órgão sexual diferente do seu, como um igual, a despeito do sexo não semelhante. Na verdade, para elas, menino é aquele que tem cabelo curto, menina quem tem cabelo grande, o que na verdade já é um estereótipo social, só que ainda não sabem disso. E mesmo as peculiaridades típicas do temperamento de cada gênero, são desprezadas. 

Na realidade nós cuidamos para que desde o início, a aparência transforme os gêneros em diversidade. Para uma criança pequena isso não tem a menor importância, pois, as diferenças ocultas, até favorecem o pleno desenvolvimento conjunto. O fato de gêneros distintos e também os temperamentos próprios de cada fisiologia compartilharem o mesmo espaço, é um preparo para se compreenderem mutuamente, para que possam mais tarde conviver num mundo sem disputas, respeitando o espaço peculiar a cada um, sem os antagonismos motivados pela causa gênero. Mas, nós fazemos questão de impedir que esse processo natural se concretize.
E logo que nossos filhos nascem, cuidamos de nutrir em seus inconscientes, o que primeiramente são, mulher ou homem, o que acaba por exacerbar de forma exagerada os traços idiossincrásicos que trazem de berço. E como também já temos um padrão usado para condicionar cada gênero, isso complementa a primeira parte do processo que irá transformar menina e menino em seres completamente antagônicos, divergentes entre si, predestinados a viverem eternamente em conflito, divididos até como entes humanos. O culto às diferenças passa a ser largamente empregado a partir de então, quaisquer que sejam nossas ações. 

E então repetimos os estereótipos criados para dar origem às primeiras diferenças que deveriam existir entre elas. São as roupas, os brinquedos, os hábitos, etc. Na verdade, uma criança não precisa de nossa ajuda para aprender a diferenciar naturalmente os indivíduos do sexo oposto, porque isso deveria ocorrer de maneira natural, sem depender dos costumes que criam estas linhas divisórias. 

Trata-se de uma fase natural no desenvolvimento de cada um, e isso deveria ser incentivado. Cada etapa do seu amadurecimento foi cuidadosamente projetada pela natureza obedecendo a um critério lógico e bem definido, que contempla ao mesmo tempo, a evolução dos seus sentidos e da sua condição mental. No entanto, logo cedo, ao introduzirmos no mundo dessas crianças aqueles estereótipos que foram especialmente criados para separar um gênero do outro, quebramos esse ciclo natural. 

Por uma predisposição natural, meninas e meninos herdam dos genes do sexo, certas características que acabam por definir involuntariamente, espontaneamente, o processo de preferências de cada um. Isso naturalmente ocorre sem a menor necessidade de nossa intervenção. Cabelos compridos, roupas azuis ou cor de rosa, carrinhos ou bonecas, saias ou calças compridas, tudo isso nós criamos para lhes dizer, desnecessariamente, quem é quem. 

Ora, isso não tem a menor importância, uma vez que descobrirão, na hora certa, sem deformações, com o melhor dos entendimentos, sem tabus, sem as maledicentes barreiras que nós, por interesses duvidosos, atribuímos existir entre sexos opostos. 

Mas quem seria o maior beneficiário com a instituição das diferenças precoces? Ao adotarmos uma postura que cria e depois fortalece o antagonismo dos gêneros, estamos dando os primeiros passos rumo a ideia de que no mundo nunca haverá entendimento. Do mesmo modo que, com isso, também instigamos o culto às diferenças e preconceitos, e sem nos apercebermos estamos estendendo essa prática para todas as áreas do convívio humano. 
Observando com mais atenção, podemos constatar que, a partir do momento que as crianças são segmentadas por gênero, toda uma imensa máquina indutora de hábitos estará por trás a apoiar, alimentar e fortalecer essa condição. Ocorre que todo o projeto que segmenta os gêneros dando-lhes os estereótipos característicos, foi idealizado por eles, e inserido em nossas vidas como uma coisa natural e necessária, e o mais importante, fomos convencidos de que se trata de um processo natural, fundamental para o desenvolvimento sadio de cada indivíduo. 

E sem perceber, a partir de então, somos seus agentes multiplicadores. Estamos de um modo tal envolvidos com a questão que até nossas emoções foram cuidadosamente programadas, e naturalmente tratamos cada sexo, como entidades antagônicas de fato. E assim, mais uma vez, na mente coletiva, tornamo-nos replicadores, multiplicadores ativos dessa ideia. 

E existe mesmo um protocolo, um gabarito de procedimentos padrões, de como pais e mães devem tratar seus descendentes, evidentemente, com a devida distinção, caracterizando, enfatizando, ilustrando de forma didática, as diferenças que supostamente existem entre os gêneros. Trata-se de um modo operacional para lidar, no trato diário, com meninas e meninos. Assim, os conteúdos psicológicos, os interesses, os objetivos, tudo isso será segmentado, seguindo à risca a orientação imposta pelo peso de tais tradições e costumes. 

Como resultado, deformamos aqueles seus temperamentos naturais que foram criados pela natureza, e colocamos em seu lugar substitutos artificiais. Estes seguem os padrões estereotipados idealizados e criados pela mão do homem, cujo interesse é outro completamente diverso da proposta natural. 

É o esmagador poder das tradições que insistimos em perpetuar, ou porquê nos falta interesse para questioná-las, ou porquê é para nós mais conveniente simplesmente copiar aquilo que já existe pronto, o que decerto nos dará menos trabalho. 

Meninas e meninos, ao brincarem juntos, estarão naturalmente criando os mecanismos naturais de respeito mútuo, já que ao longo do tempo descobrirão um ao outro. Aprenderão sobre as particularidades de cada gênero, sobre o que agrada ou desagrada, de acordo com as predisposições naturais de cada um. Aprenderão mais sobre as suas peculiaridades emocionais, as formas como cada um reage às mesmas situações. Trata-se de um aprendizado tão rico que seria incapaz de caber em qualquer compêndio educacional teórico, criado por “especialistas”. 

Ao conviverem de forma natural, sem a imposição dos nossos vícios e preconceitos, aprenderão espontaneamente a se respeitarem, e tudo isso, de acordo com suas limitações, inclinações e disposições. Estarão vivendo num mundo novo, já que cada dia será de descobertas. Não aprenderão que meninos se vestem de azul e brincam com carrinhos, nem que meninas preferem rosa e brincam necessariamente com bonecas, nem que meninos são agressivos e as meninas meigas. Descobrirão se tudo isso é verdade, ou falso, naturalmente, sem intermediários. 

O convívio sem a instituição do gênero, faculta-os a compreenderem naturalmente o papel de cada um. Não tentarão se impor uns aos outros, nem haverá a necessidade do gênero dominante, pois isso apenas existe a partir do momento que instituímos o fraco e o forte, o inferior e o superior. 

Se fisiologicamente os gêneros são diferentes, isso também reflete de maneira decisiva na parte psicológica de cada um. Enquanto no homem o cérebro trabalha mais o lado esquerdo, na mulher, ele trabalha esquerdo e direito, simultaneamente. Isto na prática tem uma importância dramática. O cérebro masculino enfatiza o movimento das coisas, a compreensão dos espaços físicos, dimensionamentos e formas geométricas, e o lado racional de cada processo. Enquanto isso, a mulher desenvolve mais os sentimentos, as emoções, o dom da expressão e comunicação, a fala e a observação, o detalhismo, a harmonia e estética, a organização e zelo pelas coisas. 

Compreender isso é aprender a respeitar o espaço e limites de cada um, entender que os gêneros não existem para competir entre si, mas antes disso, para se complementarem. Não existe inferior ou superior, mas antes disso, diferentes predisposições e capacidades, atributos psicológicos não antagônicos e sim complementares, ao contrário do que queremos supor. São aspectos peculiares, próprios de cada gênero, coisa intencional por parte da natureza, para que sejam capazes de se ajudarem mutuamente, não de competirem entre si.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Dicas de Atividades Didáticas para Fazer sem Gastar Nada

Ideias para Criação de Atividades Didáticas de grande valor educativo sem uso de materiais, ou quase.


Dentro de uma realidade escolar, onde aluno e professor, na maioria das vezes não estão em sintonia fina, ou não estão focados no aprendizado, que deveria ser o principal motivo de ambos estarem na sala de aula, colocar em pauta uma educação de qualidade mais parece uma blasfêmia. Há ainda o fato de não falarem uma mesma linguagem, uma vez que o educador não consegue cativar a turma com um conteúdo didático tão fora do tempo, aquela pauta arcaica com poucos atrativos, que as autoridades educacionais teimam em deliberar como quesitos obrigatórios e necessários para a formação dos educandos. 

Logo naquele ambiente onde deveria predominar o interesse de cada um em aprender, assim como de compartilhar informações de real valor cognitivo, não existe uma harmonia capaz de colocá-los diante de uma mesma causa, deixando-os motivados todos os dias para o exercício escolar. Diante desse fato, descobrir um meio de restaurar essa ordem era para ser um dos itens mais importantes dentro das pendências dos coordenadores encarregados de determinar os conteúdos didáticos de cada ano letivo. 

Sem essa conciliação uma boa educação jamais será possível. E o docente freqüenta a sala de aula apenas para seguir protocolos teóricos e vazios, assim como, cumprir sua carga horária. Aos alunos resta cumprir aquele ritual diário que interpretam como uma penitência, uma espécie de castigo sem causa aparente. Mas é o que determina a tradição social, que lhes promete um futuro promissor, caso freqüentem a instituição sem contestação, mesmo sem um comprometimento pessoal. 

E dentro desse cenário há o educador que deseja transformar essa realidade em um ambiente lúdico que seja capaz de cativar os alunos e ao mesmo tempo fazê-los aprender alguma de valor educativo significativo. Mas ainda faltam os recursos materiais adequados para que essa tarefa logre o Êxito pretendido. 

E há a temível e repetitiva rotina escolar que mais afasta que atrai alunos. São os incipientes tratados e disciplinas seculares que, na maioria das vezes, nada de prático e útil acrescenta à qualificação do discente. Por isso torna-se um verdadeiro martírio a freqüência diária, um castigo, ao invés do prazer da descoberta útil, do convívio em um meio amigável onde possam espontaneamente interagir e potencializar suas habilidades e vocações.
Eis então algumas dicas de Atividades Recreativas com alto valor educativo que podem ser realizadas quase sem despesas. Vamos à prática.
1 - Descubra o Objeto
Trata-se de um jogo de adivinhação que pode ser realizado individualmente ou em grupos. O aluno aprenderá brincando sobre Organização, Lógica, Disciplina, Atenção, Concatenação de ideias, Formas de expressões, Socialização, Autoconfiança, etc.
Regras e Desenvolvimento:
O educador irá escolher um objeto que através de pistas os alunos tentarão descobrir. As pistas poderão ser enriquecidas com pequenos contos onde o objeto em questão seja um protagonista. Pela quantidade de pistas necessárias ao acerto, ou pelo grau de dificuldade do objeto, o educador será capaz de traçar um perfil cognitivo de sua turma.
Variação:
Para turmas menores, o educador pode colocar vários objetos organizados em uma mesa e informar que um deles é o item secreto.
2 - Jogo da Memória Enigmático
Nesse jogo o objetivo ainda é a formação dos tradicionais pares. Mas não serão de duas ilustrações de aparência igual. Os pares serão formados por uma ilustração e um enigma textual que a descreva. O aluno aprenderá brincando sobre Organização, Lógica, Memória visual, Atenção, Concatenação de ideias, Resolução de problemas, Conhecimentos gerais, Socialização, Autoconfiança, etc.
Regras e Desenvolvimento:
Pode ser realizado individualmente ou em grupos. Sobre uma superfície plana o docente irá distribuir vários cartões cujo verso tenha uma mesma aparência. A frente ficará oculta aos participantes. E cada jogador ou representante do grupo, de modo intercalado, irá descobrindo dois cartões por vez. Caso consiga formar um par com a ilustração e sua respectiva descrição em código, terá a chance de fazer uma nova tentativa. Ganha quem conseguir associar um maior número de ilustrações aos respectivos textos enigmáticos que identifiquem as mesmas.
Variação:
Ao invés de uma ilustração associada a um texto enigmático, desejando o professor exigir um pouco mais dos seus alunos, poderá criar cartões com dois textos enigmáticos que se complementam.

3 - Jogo de Damas Alternativo ou Viagem do Conhecimento
Jogado com um tabuleiro semelhante ao do Jogo de Damas tradicional. O objetivo do jogo é, partindo de um ponto inicial, a primeira casa do canto superior esquerdo, o jogador deverá alcançar a casa localizada no canto inferior direito, conforme mostra a ilustração. O aluno aprenderá brincando sobre Organização, Conhecimentos gerais, Estratégia, Atenção, Concatenação de idéias, Socialização, etc.
Regras e Desenvolvimento:
O educador irá criar pequenos cartões em cujo verso irá escrever uma pergunta de conhecimentos gerais. As perguntas podem ser organizadas por temas, tais como, objetos da casa, gramática, vocabulário, eventos históricos, operações matemáticas, enigmas lógicos, etc. Pode ser jogado individualmente ou em grupos de três ou mais. Cada jogador terá uma ficha com uma cor que o identifica. 

Em seguida, ao jogador, identificado pela ficha colocada inicialmente na primeira casa do canto superior esquerdo do tabuleiro (vide figura acima), será feita uma pergunta, retirada de modo aleatório de uma caixa ou saco onde estão os cartões. Para facilitar a resposta entre as classes de menor faixa etária, o professor pode dar pistas de acordo com sua própria avaliação. Caso o jogador acerte a questão poderá pular para a casa seguinte, mas tomando sempre a direção do objetivo no lado oposto. Se errar permanece na casa onde está posicionado, cede sua vez a outro e a questão pode ser repetida. Ganha o jogador ou grupo que alcançar primeiro o ponto indicado por um “X” no canto inferior direito.

Variação 1:
Pode-se incrementar uma pequena roleta numerada, cujos números estejam associados a cartões também numerados com as respectivas questões.
Variação 2:
O educador pode instituir níveis de dificuldade tomando como base a quantidade ou ausência de pistas, ou ainda pelo grau de complexidade da questão.
Conclusão
Como podemos ver, Atividades tradicionais, mesmo que inicialmente não tenham uma proposta cognitiva de valor, como um pouco de adaptação, podemos transformá-las em verdadeiros compêndios instrutivos. As variações são ilimitadas, desde que o educador tenha a devida coragem para explorar novos métodos e caminhos. 

Com um pouco de criatividade o educador pode transformar sua prática docente diária em um verdadeiro encontro de amigos, um ponto de confraternização, onde os alunos terão prazer de freqüentar. Isso poderá tornar seu magistério diário mais agradável de ser conduzido e mais proveitoso para todos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Dia dos Pais

Comemoração Dia dos Pais

No dia (17) sábado, foi realizado a comemoração do dia dos Pais. Na ocasião houve torneio, brincadeiras,  banho de piscina e por fim aquela velha feijoada.
A festa marcou o dia com pura interação e integração de Pais com seus respectivos filhos e outros convidados. 
O evento foi realizado na sede do projeto sittuado na Rua José Lopes Meireles, s/n, Boca do Poço, Paracuru.



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Os Jovens - Uma Ideia do Futuro

O jovem não precisa de ideais para planificar seu futuro, mas de um futuro para planificar seus ideais.


Com exceção das eventuais intimidações, que os pais ou irmãos mais velhos, usam como um meio para controlá-las, ou dissuadi-las de alguma coisa que considerem uma ação indevida, as crianças, ao menos as pequenas, nada temem. 

Sem uma noção clara de errado ou certo, e com um temperamento rebelde próprio daquele que tem a ânsia de explorar, e descobrir as coisas do seu mundo, assim é uma criança. 

Desse modo, muitas vezes, os adultos e crianças mais velhas, se impacientam com aquele ser dotado de uma energia aparentemente infinita, que nada consegue enxergar além de si mesmo, portanto sem senso crítico, para perceber, que o excesso de suas investidas acaba por perturbar os demais. E como as palavras não são argumentos convincentes, ou compreensíveis para alguém que não conhece seu significado, a disciplina à força logo se torna uma necessidade básica dentro de casa. 

Por disciplina à força, entenda-se intimidação de qualquer natureza, com o propósito de controlar, conformar aquele indivíduo, que parece ignorar a todos. O argumento consciente dos adultos, a prática mais utilizada nesse processo de ajuste à força, e que as crianças mais velhas também imitam, se guia por uma regra muito simples: “O que todos mais temem, senão a falta de liberdade?”. 

Para uma criança, onde a liberdade para explorar sem rédeas, é seu grande trunfo, isto também será seu ponto vulnerável. Assim, por temer ficar de castigo, o que significa ficar presa, impedida de exercitar sua infindável mecânica exploradora, ela recua e se torna parcialmente controlável. Isso para os adultos, quer dizer, disciplinado. 

Depois virão as variações dessa prática. São as compensações por bom comportamento, ou castigos pelo inverso. Esse é um dos mais fortes condicionantes. E onde há promessa de recompensas, haverá também o receio de não obtê-las. E há também os castigos. Esse argumento disciplinador é a regra. E pelo uso do medo, as crianças se ajustam. É o temor diante de ameaças que podem, ou não, ser concretizadas, a depender de suas atitudes. 

É o cerco negativo que ocorre em duas frentes. Primeiro a criança se torna medrosa, o que a impede de ser criativa. Segundo, ela prefere se acomodar e seguir as regras, protocolos comportamentais, que recebe, sem questionar nada. Resultado, criança com baixa autoestima, silenciosamente frustrada, facilmente sugestionável e manipulável pelos oportunistas de plantão. 

Como a criança ainda é incapaz de perceber que é medrosa e insegura, já que todas suas iniciativas são monitoradas de perto por seus pais, irmãos ou orientadores, ela, cada vez mais se torna dependente de uma fonte de referência, até para a autenticação dos seus próprios pensamentos. Resultado, criança sem iniciativa, sempre em busca de uma sombra para aprovar ou certificar seus atos, sempre à procura de uma muleta que lhe sirva de escora, de ordens prontas, comandos operacionais, que lhe sirvam de guia. 

Dominadas pelo receio da reprovação, logo dependerão dos outros para guiá-las em suas ações mais simples. Serão incapazes de tomar qualquer iniciativa. Sentir-se-ão seguras apenas quando os outros lhes disserem o que devem fazer, o que devem pensar, o que é errado ou certo. Tornam-se assim terreno fértil para serem manipuladas à vontade, e terão as personalidades construídas de acordo com as disposições e costumes do meio onde vivem, e isso inclui, a lavagem cerebral praticada por alguns segmentos sectários fanáticos. 

Dificilmente serão livres para pensar, livres de medos e culpas, terão forçosamente que concordar, que se conformar, se ajustar, sem nenhuma consciência de que estão sendo controladas, conduzidas, à força. O que será delas quando crescerem, já dá para imaginar, basta olhar para nosso atual modo de vida. 

E embora haja uma ideia do progresso técnico que virá para nos dar melhor qualidade de vida, psicologicamente, esse avanço não ocorrerá. Veja nosso exemplo atual, quando nos comparamos com nossos ancestrais das cavernas. Agora vestimos roupas e usamos computadores, mas, ainda não superamos o medo, a insegurança, os excessos emocionais. 

Poderemos nos deslocar pelo espaço, com a mesma facilidade de alguém que brinca de apertar os botões do seu controle remoto, na sala de sua casa, mas, interiormente, ainda seremos medrosos e subjugados pela angústia existencial, dominados pelas nossas incertezas e carências mais primitivas.
Se ainda não conseguimos erradicar das nossas relações, os mais simples conflitos em nossos relacionamentos, muito menos o sentimento de inveja, ódio, violência, então, há de se admitir, que, desde aquele tempo que morávamos em grutas, psicologicamente, pouca coisa terá mudado. Então, onde está o progresso?

E há o problema da crueldade e opressão sobre os mais fracos, e não respeitamos a vida, nem dos nossos semelhantes, nem dos animais que chamamos de irracionais, cujas vidas, para nós, têm valor apenas pecuniário. Trocamos suas vidas por dinheiro, e a tudo isso denominamos de avanço civilizatório, ou progresso.

E como cegos, somos conduzidos por aqueles a quem a tradição atribuiu o papel de guias. Estão por toda parte, como religiosos, como políticos, como salvadores, e tudo isso, para nós, significa progresso.

Uma criança ainda está muito longe de todos estes conceitos, e ainda não se vê como um espectador desse circo, tradições e superstições, enfim, de toda essa lavagem cerebral que transforma o indivíduo numa espécie zumbi, que pode ser conduzido como um cão amestrado, ao comando do mestre. Dentro de uma mente controlada não há vontade, nem livre arbítrio, nem liberdade de expressão, apenas a capacidade de obedecer, certamente, motivada pelo receio de temíveis castigos.

Uma criança precisa de orientação, para entender que sua agressividade e indiferença à dor alheia é algo insensato, algo que não deve ser praticado. Deve compreender isso sentindo na pele as consequências dos seus inconsequentes atos. A instituição do medo não educa, e ainda nos impede de progredirmos em busca de mudanças.

Correção é o ato de mostrar-lhes, pelo esclarecimento, os erros cometidos e suas respectivas consequências. A reparação das faltas ocorre quando não mais permitimos que nossos antigos erros sejam reprisados. Não precisam herdar nossos erros e desventuras, aquilo que não nos serve, elas não precisam disso. Mas devemos cuidar para que aperfeiçoem, fortaleçam, multipliquem, nossos acertos.

Se nossas atitudes do presente representam toda herança que nos legou o passado, podemos afirmar que nosso futuro poderá ser uma continuação de tudo isso. Não podemos confiar que leis, e regulamentos, obriguem o homem a ser virtuoso, pois virtude cultuada é hipocrisia, e não tem funcionado. Caráter se faz em casa, jamais na rua. Regulamentos e protocolos não podem fazer esse trabalho, jamais o poderão. Fosse assim, bastaria um decreto para banir da terra todas as angústias e conflitos humanos. Além disso, se existem leis para serem cumpridas, é porque, definitivamente, ainda não existe bom senso, consciência.

Ao orientar uma criança, ou jovem, deve o adulto, pai ou educador, ter em mente que seus problemas pessoais não resolvidos, poderão ser herdados por ela. Sua conduta tendenciosa, suas manias, seus desvios de comportamentos, sua maneira temperamental de agir, sua forma de criticar coisas e pessoas.

Desejando o educador, ou pai, mudar de postura, deve primeiro se perguntar por que precisa esperar algum tempo, tempo para processar as necessárias mudanças. É necessário algum tempo, para percebermos, que estamos com mágoa dos nossos desafetos, ou que fizemos da dissimulação, um modo de vida?

Parece que faz parte da tradição colocar as mudanças numa linha do tempo sempre distante de nós. E tudo isso é compreensível uma vez que ainda continuamos na dependência do mito da divindade, que descerá dos céus, para num passe de mágica, consertar tudo, dentro e fora de nós.

Fomos programados pelos nossos guias, para nos acomodarmos no conforto ilusório da infinita espera, onde tudo se conserta com oferendas, sem nenhum esforço pessoal. Nossa mente ainda não avançou um palmo em relação ao nosso parente troglodita que inventou a luz, por temer que das profundezas da escuridão da noite, um bicho papão viria ao seu encontro. Muda-se a indumentária, mas, o indivíduo que a veste, continua o mesmo.