Seleção Pública de Projetos Esportivos Educacionais

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O esporte como fator de desenvolvimento e de saúde mental na criança e no adolescente


Foto: Aula de vôlei com os alunos do Projeto Esporte e Educação: Essa é a Nossa Praia
Concomitantemente ao desenvolvimento somático efetua-se o psicológico, havendo sempre uma interação entre ambos. Imaginemos uma criança ao nascer, com instintos que a farão lutar pela sobrevivência. Diferente de outros animais, o ser humano é completamente dependente ao nascimento. É a fome, a sede, o choro, o desespero que chamam a atenção do ambiente (mãe) para alimentá-la, aquecê-la, confortá-la para que possa sobreviver. Imaginemos também que essa criança não seja somente um ser instintivo, que já possua um Ego incipiente, isto é, uma parte de si mesma que interage ao mesmo tempo com seus instintos e com o meio que a cerca, de forma inconsciente.

Isso, que até há pouco tempo parecia ficção ou fantasia de algum psicanalista visionário, tornou-se realidade comprovada nos estudos e pesquisas com o método da ultra-sonografia. Os fetos reagem, mudam de posição, acalmam-se, agitam-se, sugam o dedo, entre outras coisas, com a luz, o som, vozes, música, etc.

Esse Ego está sempre em contato com o corpo e suas necessidades. O exercício físico que contribui para o desenvolvimento corporal também o faz para o Ego, isto é, crescimento físico e mental.

A partir de certa idade, digamos, entre três e cinco anos, forma-se outra estrutura mental, que chamamos de Superego. Sempre que falamos de Superego pensamos em censura, castigo, culpa, etc. Todavia, não podemos esquecer de que o Superego é depositário também dos valores morais e éticos, da ordem, da disciplina, responsabilidade, compromisso e ideais. É todo um sistema de valores adquirido através dos relacionamentos com os pais, família e sociedade.

Assim, vemos que, se a atividade física tem papel importante no desenvolvimento do Ego, o esporte, enquanto atividade competitiva, também vai interferir profundamente na estruturação do Superego.

Isso torna-se mais evidente na adolescência, uma época de crise. Nessa fase há, pelo lado dos instintos, aumento dos impulsos agressivos e amorosos (sexuais), da força e da capacidade de exercer estes impulsos. As mudanças são súbitas no corpo e na mente, obrigando o Ego a empregar defesas para manter o equilíbrio intrapsíquico.

A nova consciência do corpo determina novos sentimentos, novos pensamentos, exigindo nova integração da personalidade. Nesse momento os elementos que entram na dinâmica intrapsíquica são, por um lado, as forças e exigências dos impulsos agressivos e sexuais (Id), a parte mediadora e executiva da personalidade (Ego) e, por último, o sistema de valores ou consciência, os conceitos de certo e errado, os imperativos morais e ideais (Superego). Do interjogo dessas três instâncias dependerá o equilíbrio intrapsíquico.

Quando essa interação é harmoniosa e equilibrada, não é percebida. São as falhas que mostram o processo, exatamente como acontece com os batimentos cardíacos ou a respiração. Essa crise adquire muitas vezes a forma de verdadeira guerra (adolescência patológica) se o Ego não pode contar com a ajuda do Superego para manter o equilíbrio intrapsíquico. São distúrbios de conduta ou, nos casos mais graves, doença psicossomática, delinqüência, drogadição ou doença mental.

A estruturação de um Superego nem tão permissivo nem tão rígido ajuda o Ego a lidar com os impulsos agressivos e os amorosos de forma construtiva, segundo padrões aceitos pela sociedade, sem gerar culpa. O Ego fica livre para a percepção da realidade externa, favorecendo os processos de aprendizagem e socialização. Por outro lado, a atividade esportiva proporciona o agrupamento sadio, facilitando novas identificações que possibilitam ao adolescente crescimento e reestruturações mentais.

O aumento da independência dos pais produz um vazio interno. O apego a um ideal ajuda a preenchê-lo. O idealismo é a característica dessa fase e dos jovens de modo geral. O ideal não é contaminado pelos impulsos agressivos ou sexuais, não conduzindo à prática de atos proibidos, nem à culpa.

Por todas essas razões, a atividade esportiva na adolescência é de vital importância. A disciplina, a responsabilidade, os ideais e os valores éticos que são a essência do esporte, associados às atividades em grupo tão necessárias e procuradas pelo adolescente, fazem do esporte, mais do que atividade física ou de lazer, uma conduta terapêutica.

Na nova estruturação da personalidade, a criação de um Ego com defesas variadas e adequadas e de um Superego com valores éticos, morais, responsável mas tolerante, é de capital importância para a saúde mental.

Considerando que o acesso ao mundo instintivo através do preenchimento de necessidades básicas, tais como saúde, alimentação, família, escola, etc., não cobre a extensão nem a variedade de necessidades instintivas individuais, o caminho é fornecer ao próprio indivíduo os meios para que possa gerir esse mundo instintivo de forma saudável, prazerosa e construtiva.

O uso do Esporte como meio de crescimento do Ego e de estruturação sadia do Superego preenche tais fins. Achamos, portanto, que as práticas esportivas, sejam de forma lúdica na infância, sejam de forma competitiva na adolescência, são fatores para o desenvolvimento e para a saúde mental.

Consideramos que a estabilidade emocional desempenha um papel fundamental para que as pressões familiares, econômicas e sociais possam ser suportadas.

Este enfoque sobre a atividade esportiva permite ação profilática para evitar as evasões escolares, o uso das drogas e a violência. Isso inclui o entendimento dessas questões na preparação dos profissionais que lidam com tais atividades.

  
Dra. Eronides Borges da Fonseca 


Fonte: Scielo 

BRINCAR, CONHECER E ENSINAR DE FORMA LÚDICA


De um modo geral, os educadores infantis reconhecem a importância do jogo no desenvolvimento infantil, percebendo seu papel na construção do Eu e das relações interpessoais.

Brincar é algo inerente ao ser humano, tão natural que até os bebês já nascem sabendo. Na infância, ele assume papel de destaque, uma vez que permeia todas as relações da criança com o mundo. Estudos sobre o assunto revelam, inclusive, que crianças que brincam tornan-se adultos mais ajustados e preparados para a vida.

As brincadeiras não são apenas uma forma de divertimento. Mas são meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Sabemos que para manter o seu equilíbrio a criança necessita brincar, jogar, criar e inventar.
Foto: Aula no Projeto Esporte e Educação: Essa é a Nossa Praia


Assim compreendendo a importância das mesmas no desenvolvimento da criança é que chegamos à elaboração desse relatório de observação da prática de um profissional de uma instituição de Educação Infantil durante uma semana, descrevendo o ambiente, os sujeitos envolvidos, pontuando os limites e as possibilidades do trabalho pedagógico. Pois este tem por objetivo promover à criança uma aprendizagem de forma lúdica, a partir da rotina, do tempo e do espaço, onde atividades com jogos e brincadeiras venham permitir um desenvolvimento pleno.

Constatamos durante nossa observação que no Centro de Educação Infantil Nona Virgínia, há um espaço físico adequado, o qual oferece um pátio externo ensolarado onde as crianças brincam livremente e também participam de jogos dirigidos e outras atividades. Oferece boa ventilação, iluminação, organização espacial, decoração, as quais influem de forma acentuada para obter um bom desempenho com o grupo. O mobiliário usado contempla não só a qualidade de rigidez, segurança e estabilidade, mas também proporciona o conforto necessário às crianças.

A qualificação dos profissionais é outro aspecto que tem influenciado para a atual situação da instituição observada, pois a maioria de seus profissionais está com uma formação na área e participando de outros programas de formação continuada.

Nesta instituição em especial a sala do berçário, onde centramos nossa reflexão, as educadoras trabalham enfocando a concepção histórico-cultural com caráter educativo-pedagógico, estas procura fazer o seu trabalho pedagógico da melhor forma possível, estimulando as crianças, direcionando as brincadeiras, onde cada uma é planejada, conduzida e monitorada. Nesse caso, a ação do educador é fundamental. Ele estrutura o campo das brincadeiras, por meio da seleção da oferta de objetos, fantasias, brinquedos, dos arranjos dos espaços e do tempo para brincar, dormir e alimentar-se, a fim de que as crianças alcancem objetivos de aprendizagens predeterminados sem limitar sua espontaneidade e imaginação.

Apenas um fator negativo foi constatado na sala observada, esta conta com 24 crianças de 03 a 18 meses, para 2 atendentes e 1 estagiaria, num período de 6 horas consecutivas, fechando a carga horária em 12 horas diárias, seguindo o mesmo procedimento anterior o segundo turno. O excesso de crianças na sala dificulta que os objetivos das atividades sejam alcançados em sua plenitude. Com isso não é possível manter uma atenção especial e individual, de carinho e estimulação permanente que cada uma deveria receber.

Nesta reflexão o brinquedo educativo e o brincar estão sendo visto como imprescindíveis no aprendizado de nossas crianças. Cada vez mais, pais e educadores estão conscientes da necessidade de ajudar suas crianças no desenvolvimento de suas habilidades através de atividades lúdicas.

Já vai longe em que o brincar era uma perda de tempo. Atualmente graças aos trabalhos e estudos de psicólogos e educadores como Piaget e Vigostsky, há uma firme convicção de que o brincar é de suma importância para o desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança.

Brincar é mais que uma atividade sem conseqüência para a criança. Brincando, ela não apenas se diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, se relaciona com este mundo. Brincando, a criança aprende.

Geralmente consideramos como sinônimo de jogo, recreação e mais nada. No entanto, atividade lúdica não se define naquilo que a criança está fazendo e sim no que sente naquele momento.

Não podemos dizer que acriança está desenvolvendo uma atividade lúdica porque está brincando.

Toda criança tem necessidade de se expressar, de colocar para fora o que ela sente e pensa. Através da atividade lúdica a criança demonstra o que é, o que sente, deixando transparecer aspectos de sua personalidade, assim todos os seus desejos e necessidades, toda a sua imaginação e fantasia, seus conflitos e tensões são manifestados através do brinquedo.

Para Wajskop apud Vigotsky, a brincadeira,

(…) cria na criança uma nova forma de desejos. Ensina-a a desejar relacionando os seus desejos a um “eu” fictício, ao seu papel na brincadeira e suas regras. Dessa maneira, as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação e moralidade.(1995: 95).

Para a criança o brinquedo é uma atividade muito séria. A criança quando brinca experimenta-se, constrói-se, é uma forma de comunicação e de estar no mundo.

É brincando que ela convive com os medos com as raivas, com ansiedades e estabelece o equilíbrio entre o mundo interno e externo, conseguindo com isso o auxilio para o desenvolvimento de sua personalidade.

É neste aspecto que está o significado da atividade lúdica, a criança exprime seu estado afetivo no momento, por palavras, comportamentos, atitudes, transferindo seu estado emocional ou sua afetividade para os brinquedos, brincadeiras, desenhos, dramatizações e outros.

É importante que antes de iniciar a atividade, o professor e as crianças estabeleçam juntos as normas de como realiza-las, afim de que todos participem, porém uma vez estabelecida uma norma, esta deve ser cumprida. Tal procedimento exige uma coerência muito grande por parte do professor e das próprias crianças.

Durante a atividade lúdica é importante a presença do professor. Neste momento, ele é o companheiro que brinca, incentiva e desafia as crianças, levando-as experimentar e descobrir suas habilidades, pois se é um trabalho coletivo e de aprendizagem é necessário que o professor interaja junto aos alunos.

A atividade lúdica deve ser planejada com a criança de acordo com seus interesses, pois o ato de brincar só é válido quando nasce da necessidade da criança. É no brincar que ela se sente mais leve construindo-se, devemos aproveitar este momento para auxiliar a criança na construção do conhecimento.

Ensinar através de atividades lúdicas é um excelente recurso pedagógico. Podemos comprovar isso em nossa observação o enorme potencial de aprendizagem e sua importância para o seu desenvolvimento cognitivo da linguagem e para a socialização das crianças.

Ensinar é uma tarefa não repetitiva. Dois grupos de alunos nunca são iguais; nem uma classe é a mesma de um dia para outro. O mundo ao redor da sala de aula muda constantemente; o próprio professor muda. A rotina nesta instituição representa a estrutura sobre a qual está organizado o tempo didático, ou seja, o tempo de trabalho realizado com as crianças. O professor tem a oportunidade de ser criativo com todas essas condições mutáveis.

Para Brougére, o brincar e a aprendizagem estão intimamente ligados. Considera que esfera lúdica, num plano emocional, é revitalizadora tanto quanto mediadora da aprendizagem que, por sua vez, possibilita a criação. Também reflete que a resistência ou a incapacidade de participar de algum jogo revela um Eu enunciado por temores que pode inibir o pensamento e o desenvolvimento psico-emocional e relacional.

Certamente, não é especulativo dizer que quando bebê, o brincar revela-se de forma sensitivo-motora; contudo, desde esse primórdio já existia características próprias de movimento, de sensibilidade e de recreações reflexas que enunciam o desenvolvimento psicológico, paralelo ao fisiológico, ou melhor, às sensações sinestésicas. Significa que a partir dessas sensações, explora e aprende o mundo realizando atividades que, centralizadas em seu próprio corpo, prepara o desenvolvimento de funções como o andar e a linguagem.. Admir-se-á, portanto, que a partir dessa vinculação o bebê está pronto a encontrar com o mundo dos brinquedos e, mais crescido, compartilhar sua imaginação e fantasia.

Como explicou Wajskop apud Vigotsky, as crianças

(…) em seus jogos, reproduzem muito do que vêem, mas é sabido o papel fundamental que ocupa a imitação nas brincadeiras infantis. Estas são, com freqüência, mero reflexo do que vêem e ouvem dos maiores, mas tais elementos da experiência alheia não são nunca levados pelas crianças aos jogos como eram na realidade. Não se limitam a recordar experiências vividas, senão que as reelaboram criativamente, combinando-as entre si e edificando com elas novas realidades de acordo com seus desejos e necessidades. O afã que sentem em fantasiar é o reflexo de sua atividade imaginativa, como o que ocorre nos jogos. ( 1995:101).

É curioso (quanto envolvente) observarmos como o brincar das crianças têm a ver com a espontaneidade de seus olhares. Todas as vezes que brincam o fazem não tão-somente por serem capazes de participar da natureza a natureza desejada que as crianças sejam crianças antes de ser homens, mas por serem capazes de olhar com seriedade os fatos, quando estão a brincar. Talvez, por isso, brincar seja um espaço do qual não pode ser abandonado, tanto porque se descobre a si (e ao outro) através dos brinquedos e brincadeiras (por tanto, aprende-se!), por ser a única atmosfera em que o ser psicológico pode respirar e agir.

Para Piaget, os jogos dividem-se em jogos de exercício, simbólicos e de regras, além dos jogos de construção, presentes ao longo do desenvolvimento. A finalidade dos jogos de exercício é o próprio prazer do funcionamento. Dividem-se em sensório-motores e de exercício do pensamento. Embora típicos dos primeiros dezoito meses, reaparecem durante toda a infância e acham-se presentes em muitas atividades lúdicas praticadas por adultos. Os jogos simbólicos têm como função à compensação, realização de desejos e liquidação de conflitos, e expressam-se no faz-de-conta e na ficção. São característicos da fase que vai do aparecimento da linguagem até aproximadamente os 6/7 anos. Os jogos de regras são aqueles cuja regularidade é imposta pelo grupo, resultado da organização coletiva das atividades lúdicas. Segundo o autor, as regras podem ser transmitidas ou espontâneas e passam de uma condição inicial motora e individual, depois egocêntrica, de cooperação até a codificação.

A importância do brincar e dos brinquedos, no sentido clássico do termo, não constitui apenas uma necessidade biológica destinada a descarregar energia. Quando as crianças brincam é à verdade, porque pensam sobre suas experiências emocionais e torna (re)conhecível suas potencialidades. Como não há gestos inúteis, qualquer que seja a atividade lúdica conduz ao encontro da criatividade. È no brincar que o individuo criança ou adulto pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e è somente sendo criativo que o individuo descobre o eu (self).

Ao professor cabe o papel de arranjar um ambiente onde as pessoas sejam estimuladas às pesquisas e experiências. O professor pode variar o caráter de sua mediação entre as crianças e a cultura em vários pontos: quando se estão estabelecendo as metas, quando se está processando a informação, quando está em andamento uma interação humana, quando está em processo a avaliação. Podemos assim julgar a criatividade no ensino pela qualidade de oportunidades efetivamente oferecidas por um professor para que as crianças tenham experiências educativas.

É necessário que o educador insira o brincar em um projeto educativo, o que supõe intencionalidade, ou seja, ter objetivos e consciência da importância de sua ação em relação ao desenvolvimento e à aprendizagem infantil. Contudo, é preciso renunciar ao controle e à centralização e á onisciência do que ocorre com as crianças em sala de aula. De um lado, o professor deve desejar – a dimensão mais subjetiva de ter objetivos – e ao, mesmo tempo, deve abdicar de seus desejos, no sentido de permitir que as crianças, tais como são na realidade, advenham, reconhecendo que elas são elas mesmas e não aquilo que ele, educador, deseja que elas sejam.

Em linhas gerais, precisamos deixar que as crianças brinquem e construam seu conhecimento com uma forma alegre de aprender, para que mais tarde não se tornem adultos frustrados.

Concluindo, podemos dizer que a brincadeira deve ocupar um espaço central na educação infantil, entendemos que o professor é figura fundamental para que isso aconteça. Portanto devemos criar os espaços, rever o tempo necessário para a execução das atividades, oferecendo-lhes material e partilhando das brincadeiras das crianças. Agindo desta maneira estaremos construindo um ambiente que estimule a brincadeira em função dos resultados desejados.

Quanto mais as crianças virem, ouvirem, sentirem e experimentarem, quanto mais aprenderam e assimilarem, quanto mais elementos reais tiverem em sua experiência, tanto mais produtiva e criativa será a atividade de sua imaginação.

Assim é o lúdico: muita alegria, cor e movimento, uma forma espontânea de brincar, jogar, cantar e criar, permitindo uma evolução no processo de identidade de cada um e do grupo, em interação com o meio sócio-cultural.

REFERÊNCIAS:

BRAGA, Aucy Bernini. Estrutura e Funcionamento da Instituição de Educação Infantil. Florianópolis: UDESC/Cead, 2003.

BRASIL. REFERENCIAL CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. v. 1, Brasília: MEC/SEF, 1998.

BROUGÉRE, Gilles. A criança e a cultura lúdica. Pioneira: São Paulo, 1998.

KHISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. Pioneira: São Paulo, 1998.

PIAGET, Jean. A linguagem e o pensamento da criança. 7 ed. Martins Fontes: São Paulo, 1999.

WAJSKOP, Gisela. BRINCAR na pré-escola. São Paulo: Cortez, 1995.



Fonte: Pedagogia ao Pé da Lentra

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Limites na educação das crianças


Imagem: Internet
O papel dos adultos na educação dos filhos se resume a ter autoridade com firmeza, paciência e persistência nas palavras.

Nos dias atuais, é possível perceber uma grande mudança na maneira como os pais educam seus filhos. Estamos passando por uma crise de valores em que a falta de limites e a falta de bons exemplos por parte dos pais traçam muitas das características que os jovens carregam para a vida adulta.

A falta de limites por parte dos pais cria jovens que pensam ter o poder nas mãos e que acham que podem fazer tudo, sem ter que pagar pelas consequências de seus atos. Infelizmente, muitas crianças nunca ouviram um não de seus pais, e isso traz muitos prejuízos para o seu amadurecimento, pois, dessa forma, elas não aprendem a conviver com as frustações.

Muitos pais, na tentativa de diminuir seu sentimento de culpa pelo pouco tempo que passam com os filhos, ou até mesmo por negligência, concedem-lhes poderes, como escolher se vão sair ou não, se irão viajar ou não e até mesmo se querem ou não ir à escola. No entanto, decidir e saber falar um não que oferece limites e educa é função dos pais. É extremamente necessário que os pais sejam firmes e tenham paciência com seus filhos, pois ameaças e falatórios não adiantam.

Os adultos são os únicos responsáveis pela educação das crianças que cuidam. Assim, é muito importante que a criança aprenda valores e saiba a importância de ser solidária, de partilhar, de respeitar a si mesma e aos outros, de ter compromisso e responsabilidades com seus atos. E é preciso que os pais entendam que não podem abster as crianças das frustrações, pois é dessa forma que elas amadurecem e se tornam aptas para enfrentar a vida, tornando-se jovens e adultos saudáveis e seguros.


Por Paula Louredo
Graduada em Biologia



Fonte: Educador Brasil Escola



Educação da Criança


Educar uma criança não é tarefa muito fácil, os envolvidos com o processo se deparam com muitas dificuldades diariamente. É importante criar uma maneira de agir que possa auxiliar todos aqueles que fazem parte da convivência da criança, já que atuar de forma organizada pode proporcionar uma harmonia maior no ambiente familiar, onde a educação infantil deve ser iniciada. 
Imagem: Internet 


É no contexto familiar que os conceitos e valores, que irão nortear a criança em todo o decurso da vida, são passados. Cabe à escola a formação acadêmica, acrescida de alguns valores, ou seja, apenas ampliar a atuação que iniciou na família. Já que tanto os pais como os professores exercem papéis importantes na educação, ambos precisam estar em sintonia. Se a escola ou a família descuida da educação, no sentido de “jogar” a responsabilidade um para o outro, a criança sai perdendo, sua educação fica negligenciada. 


Educar é um processo, requer tempo, não é da noite para o dia. Algumas questões-chave propostas que o compreende são: acordo, firmeza, perseverança, paciência. O acordo envolve todos os cuidadores, que além de se conhecerem, necessitam atuar em parceria. A firmeza é uma prática que deve ser constante, pois proporciona segurança à criança, quando ela percebe a firmeza vinda de um “não”, isso lhe possibilita lidar com a frustração. Como a educação é construída diariamente, persista, assim o resultado poderá ser melhor. É notório que por trás da firmeza, perseverança, bem como da paciência, está o sacrifício, outro ponto importante que a tarefa de educar requer.

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola



Fonte: Educador Brasil Escola


OS BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DO ESPORTE PARA AS CRIANÇAS


Foto: Internet
Por que as crianças devem praticar algum esporte?

Felizmente, a prática do esporte está de moda entre as crianças. A atividade física regular já faz parte do dia a dia das crianças e de muitas famílias. O esporte é importante para a saúde e para o bem-estar de todos.

Para a criança pode ser um fator fundamental de desenvolvimento e de crescimento, desde que contribua de forma positiva para o seu físico e para a sua mente.


O esporte na vida da criança

Os especialistas recomendam a prática do esporte de uma maneira equilibrada, respeitando as capacidades e as habilidades motoras de cada criança. O esporte não deve ser imposto nem visto como obrigação ou como imposição do desejo dos pais de transformar seus filhos em atletas. A criança tem que gostar e se divertir com o esporte que escolher

O esporte ajuda as crianças com problemas de relacionamento e a descobrir o corpo. É normal que a criança comece no esporte influenciado por amigos, pelos meios de comunicação, pelos pais, etc. Mas temos que levar em conta que a criança, sobretudo, divirta-se. O esporte deve ser introduzido na vida da criança de uma forma gradual, para que se dê por satisfeitas suas necessidades lúdicas.


O começo das crianças no esporte

Entre os quatro e os seis anos de idade, a criança deve começar a ter contato com o esporte de maneira prazerosa, divertida, como se fosse uma brincadeira. Ela deve aprender a correr, saltar e pular, pedalar ou praticar alguma atividade física em grupo, sem nenhum compromisso maior. Nessa idade, a criança deve experimentar várias modalidades esportivas, sem obrigação de aprender suas técnicas específicas. Com aproximadamente oito anos, é bom deixar que ela se oriente e direcione para determinado esporte, de acordo com suas habilidades, desejos e preferências. Deve ser uma decisão natural da criança.



O esporte ajuda a criança:

1- A fazer amigos e a ingressar na sociedade;

2- A aprender e a seguir regras;

3- A superar a timidez ou a vergonha;

4- A freiar os seus impulsos e ansiedade;

5- A ser mais colaboradora e menos individualista ou egoista;

6- A reconhecer e respeitar que existe alguém que sabe mais que ela;

7- A melhorar a sua coordenação motora;


9- A crescer física e emocionalmente;

10- A corregir possíveis defeitos físicos;

11- A potenciar bons hábitos;

12- A dominar os seus movimentos;

13- A estimular a sua saúde e higiene;

14- A ter responsabilidades e compromissos.



Fonte: Guia Infantil 


O ESPORTE MAIS ADEQUADO PARA SEU FILHO


A escolha do esporte é uma decisão conjunta entre pais e filhos

Muitos pais que decidem que seu filho ou filha tenha que praticar um esporte, acabam tendo a mesma dúvida: que esporte é melhor para ele ou ela? Existe um esporte para cada idade, para cada tipo de personalidade, e para cada necessidade ou capacidade que tenham as crianças.
Imagem: Internet


Por exemplo, para uma criança tímida, irá bem a prática de um esporte em equipe, porque isso a ajudará a socializar-se. Para uma criança preguiçosa, seria melhor um esporte individual porque a obrigaria a esforçar-se mais. E assim, com tudo.



O melhor esporte para as crianças

Cada vez menos se escolhe o esporte pelo sexo que tenha a criança, ainda que existe uma tendência natural de que as meninas escolham ginástica, e os meninos, o futebol. Ainda assim, tudo está mudando, e tanto os meninos como as meninas já compartilham todos os esportes.

A escolha de um esporte é uma tarefa que se deve fazer em conjunto, entre filho e pais. É necessário, sobretudo, respeitar o gosto e o interesse dos pequenos, e nunca obrigá-los que façam algo que não gostem. Aos pais cabe determinar o horário disponível para a prática do esporte e se está à sua altura, economicamente falando.


Esportes para crianças de três a cinco anos de idade

Não devem fazer mais de três ou quatro horas de exercícios físicos por semana. Em todo caso, é aconselhável que antes façam uma consulta com o pediatra sobre o esporte que convém praticar, caso a criança sofra de algum problema respiratório ou físico. Nessa idade, o melhor esporte que as crianças podem praticar é a natação. Neste esporte poderão trabalhar todos os aspectos importantes no desenvolvimento do pequeno, como são a coordenação, a resistência, a disciplina, e a relação entre o esforço e o resultado.


Esportes para crianças de cinco a sete anos de idade

Nessa idade, o importante é que a criança realize vários e diferentes esportes para que possa escolher livremente depois do que mais gosta. O esporte que praticam nessa idade, pode dar-lhes uma base grande de diferentes capacidades. O ideal seria que fizessem um esporte individual e outro coletivo. O individual poderia ser a natação, a ginástica desportiva ou as artes marciais (Tae-Kwon-Do, Judô) e os coletivos seriam os típicos, como o futebol, basquetebol, handebol, voleibol e outros.


Esportes para crianças de oito e nove anos de idade

Nessa idade, os pais já se perguntarão se seu filho precisa de um esporte só para divertir-se ou querem um desportista de competição. Tudo dependerá da opinião que tenha o menino ou a menina, ainda que sempre será a opinião dos pais que vai prevalecer. Eles devem optar se estão dispostos a sacrificar-se pelo esporte de competição, já que necessita de uma dedicação maior, ou só pratique esporte e ponto. A escola de competição exige assistência e apoio máximos, como alimentação, horários adequados, etc.


Escolher o esporte mais adequado para os filhos exige que se conheça seus gostos, suas capacidades corporais, possibilidades, seu caráter e suas necessidades:

1- Para crianças coordenadas, os esportes coletivos podem ser uma boa opção, como são o voleibol, o basquetebol, o futebol, handebol.

2- Para crianças inquietas ou nervosas, com falta de concentração, mas trabalhadoras quando motivadas, melhor que optem pelo atletismo ou a natação.

3- Para crianças perfeccionistas, com autocontrole e com capacidade de sofrimento, o melhor são os esportes individuais como a ginástica desportiva, o tênis, ou as artes marciais.

4- Para crianças fortes e com boa forma física, pode-se optar por esportes com riscos de lesões como o boxe e o rugby.

5- Para crianças muito ágeis, qualquer esporte que escolher terá êxito.

Em todos os casos, o melhor é solicitar a orientação do professor, antes de tomar qualquer decisão. Ele saberá avaliar melhor sobre qual o esporte ideal para cada menino ou menina.



Fonte: Guia Infantil 

Esporte e educação combinação perfeita


Há muito tempo o esporte vem auxiliando as pessoas na educação, isso acontecendo por meio de um projeto pedagógico que une o lúdico e a motivação, e está implantado nas escolas, clubes, e instituições esportivas o que contribui no crescimento do indivíduo, seja mental, físico e espiritual. 


O esporte é um agente motivador para as pessoas, além de despertar a vocação que muitas vezes está adormecida. Essa junção de conhecimento e disciplina amplia o leque de oportunidades, o que facilita a socialização do indivíduo em problemas que aprecem no cotidiano das comunidades como: drogas, violência e desagregação familiar. 


No Brasil, há inúmeros projetos comunitários em desenvolvimento que aliam o esporte à educação, e vêm proporcionando mostras de cidadania por onde passam. Existem vários exemplos reais que comprovam que valem à pena apostar nessa combinação, como projetos elaborados pela comunidade do Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro como nome de projeto, Arte no Dique, na Zona Noroeste em Santos, Projeto Street Ball, elaborado pela CUFA (Central Unificada das Favelas- RJ) e entre outros.


Esses contribuem para o crescimento das pessoas no sentido serem úteis a sociedade, fazendo atividades culturais e sociais e exercendo assim a cidadania, além disso, ajuda a criar nos indivíduos uma consciência crítica para analisar os problemas e buscar soluções ponderadas e estruturais.


Conclui-se que o esporte além de contribuir para o crescimento de indivíduo faz bem à saúde e ainda aumentar a perspectiva de vida, pois o indivíduo e estimulado a compartilhar suas vitórias e derrotas, já que tanto no esporte e na educação se pensa no coletivo.


Fonte: Blog Eterno Aprendiz